*Toc, toc, toc—*
Valentino bateu na porta, sua voz transparecendo urgência.
— Você está acordado? Por que minha irmã não está no quarto dela? E também não está lá embaixo?
Ele havia acordado cedo de propósito para preparar vários tipos de café da manhã, querendo que sua irmã sentisse o calor de um lar.
— ...
Samara permaneceu em silêncio ao lado, de cabeça baixa, sentindo-se muito culpada.
— Meu irmão chegou.
Klébia terminava de ajeitar a gravata com calma, o queixo erguido e os olhos claros fixos preguiçosamente no homem.
Longe de estar apressada, ela parecia bastante à vontade.
Claramente querendo ver o circo pegar fogo.
— Sim.
Os lábios finos de Oziel se curvaram, ele pegou a mochila de Klébia e disse em voz baixa:
— Vamos.
— Certo.
Klébia enfiou as mãos nos bolsos e caminhou lentamente até a porta.
Quando a porta se abriu.
Valentino estava com o celular em uma mão e batendo na porta com a outra.
Ao ver os dois aparecerem juntos, as palavras morreram em sua garganta e ele congelou no lugar.
Este era o quarto de Oziel, certo?
Por que Klébia estava saindo do quarto dele tão cedo pela manhã?
— ...
Klébia franziu os lábios, sem dizer nada.
— Bom dia.
Oziel deu um passo à frente e falou em voz baixa:
— Eu estava ajudando Klébia com os estudos ontem à noite, a mochila dela ficou aqui, ela veio buscar.
— Estudos?
Valentino olhou para Oziel, depois para Klébia, com um olhar profundo.
— As notas de Klébia não são muito boas?
Notas máximas em tudo, precisava de ajuda?
— Sim. — Oziel não corou nem seu coração acelerou, embora soubesse que levaria uma surra mais cedo ou mais tarde. — Havia algumas coisas que ela não sabia.
Como... dar nó em gravata.
Mas era melhor adiar o inevitável o máximo possível.
Afinal, Klébia havia permitido que ele a cortejasse, mas ele ainda não a havia conquistado de verdade.
— É mesmo? — Valentino, desconfiado, puxou a irmã para seu lado, encarando Oziel com total vigilância. — Klébia, que matéria você não sabia?
Klébia obedeceu, comendo tudo o que Oziel lhe servia.
— Klébia, prove isto.
Vendo o entusiasmo de Oziel, Valentino sentiu um pouco de ciúmes e também pegou os talheres para servir a irmã.
Um pastel de alho-poró.
Klébia deu uma mordida, colocou o pastel de volta no prato imediatamente e empurrou o prato para longe.
Seu rosto dizia apenas uma coisa: nojo.
— ...
O sorriso de Valentino congelou, sentindo-se frustrado.
A irmã gostava mais de Oziel do que dele.
— Klébia não gosta de alho-poró. — Oziel explicou em voz baixa. — Ela não gosta de nada com sabor forte.
— Sim.
Klébia concordou com a cabeça, seus olhos pousando no camarão frito no prato de Valentino, e ela falou por iniciativa própria:
— Eu quero comer aquilo.
— Certo.
Valentino foi rapidamente apaziguado, descascando alegremente os camarões para a irmã.
Klébia o prestigiou, comendo todos os camarões que ele lhe deu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Super Garota Adorando Doces