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A Super Garota Adorando Doces romance Capítulo 265

O quarto ficou subitamente silencioso, o ar tornou-se rarefeito, e um sentimento estranho começou a se espalhar.

— Haa.

Oziel abriu os olhos, seus orbes escuros, profundos e enevoados, fixaram-se na garota à sua frente, e sua voz soou rouca:

— Como você descobriu?

Dizem que quando um homem está três partes bêbado, ele pode atuar até te fazer chorar.

Ele se considerava um bom ator.

— Suspeitei quando tomei seu pulso, confirmei quando conversamos.

Klébia assentiu, erguendo levemente as sobrancelhas e respondendo com calma.

— Eu subestimei a habilidade da minha Klébia. — Oziel curvou os lábios com resignação, sorrindo um tanto sem graça.

Ele se esqueceu que Klébia era uma pequena médica milagrosa.

— Já que Klébia percebeu que eu estava fingindo estar bêbado, será que consegue perceber outras coisas também?

Oziel olhou profundamente para Klébia, e enquanto falava, sua respiração quente roçava o rosto da garota, uma provocação sutil.

— Perceber o quê?

Klébia abriu lentamente seus cílios longos e espessos, estreitando os olhos e dizendo com bastante calma:

— Que você gosta de mim?

— ...

Oziel ainda estava ensaiando mentalmente como dizer aquilo sem assustar Klébia.

Quem diria...

Essa garota era tão direta.

Desmascará-lo de forma tão franca o deixou sem saber o que fazer.

— Sim.

Oziel emitiu um “sim” abafado, forçando um sorriso desamparado.

— Pensei que minhas demonstrações diárias já fossem óbvias o suficiente.

Klébia franziu os lábios.

Uhm.

Realmente era bem óbvio.

Até ela, que não sabia o que era “gostar”, havia percebido.

— Originalmente, eu queria esperar você se formar para falar sobre isso. — Oziel levantou a mão, afastando cuidadosamente uma mecha de cabelo da testa de Klébia, e riu sem força. — Mas tenho medo que outra pessoa te roube de mim.

— Quem você acha que vai me roubar?

O coração de Klébia falhou uma batida, mas ela ainda fingiu calma na superfície.

— Yuriel?

— ...

Ao ouvir aquele nome, Oziel não respondeu, mas franziu a testa com força.

— Então, por agora eu posso gostar, é isso?

O rosto de Oziel esquentou, seus olhos escuros fixos em Klébia sem piscar.

— Quando tiver tempo, melhore seu preparo físico.

Klébia o interrompeu, sua voz rouca.

— Ah, e especialmente sua pontaria.

— O quê?

Oziel ficou atordoado por um momento, sem entender.

Gostar dela parecia exigir que ele fosse para um campo de batalha?

— Você saberá no futuro. — Klébia bocejou e disse em voz baixa. — Meus manos de treino são muito fortes. Se conseguir vencê-los, aí podemos falar sobre gostar ou não.

Manos de treino?

Oziel lembrava que Klébia viveu em um dojo por muitos anos.

Talvez ela estivesse falando das pessoas de lá.

— Certo.

Vendo-a tão sonolenta que mal conseguia manter os olhos abertos, Oziel se arrependeu de tê-la “enganado” e perguntou em voz baixa e suave:

— Eu vou me esforçar, para que eles peguem leve comigo.

Alguém que Klébia admirava, com certeza era muito bom para ela.

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