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A Recompensa do Desprezo — Renascida para Vencer romance Capítulo 101

Mandar naquele homem, na verdade, era um dos desejos não realizados de sua vida passada.

Embora, nesta vida, esse "mandar" já não tivesse qualquer conotação de romance, isso não impedia Amanda de querer realizar esse antigo desejo em nome de quem ela foi.

Davi Freitas, ao ouvir, largou o relatório médico que segurava, sem alterar a expressão, e disse:

— Vou chamar uma cuidadora para você.

Assim que terminou de falar, ele já discava outro número.

Amanda Teixeira ficou sem palavras.

Na verdade, ela não precisava de cuidadora. Conhecia bem seu próprio estado de saúde. Bastava manter distância daquele homem para se sentir ótima...

Ué?

Espera aí!

Ela agora podia, diante de Davi Freitas, tranquilamente saborear o lanche da noite?

Ele estava sentado ao lado da cama, a menos de um metro de distância.

Amanda piscou, surpresa. Será que o tratamento experimental estava começando a fazer efeito?

— Não é bom deitar dentro de meia hora depois de comer, faz mal para o estômago — disse ele, ao guardar o celular, lembrando-a de modo frio, logo após chamar a cuidadora.

Amanda ficou paralisada. Esse homem, só para arrancar dela quem estava por trás do controle dos drones, era mesmo capaz de ir tão longe?

Assustador!

— Já que chamou a cuidadora, agora pode ir embora.

Mas Amanda Teixeira já não era mais a ingênua de antes.

Não importava o quanto ele tentasse se rebaixar ou confundi-la, ela não seria enganada outra vez.

Davi hesitou por um instante, mas perguntou:

— Foi por minha causa que você ficou assim?

Então foi por isso também que você procurou um psicólogo?

O homem ergueu levemente as sobrancelhas, quase imperceptível.

Aquele tom, aquela atitude.

Desde a noite em que ele a rejeitou e a expulsou do escritório, o olhar dela para ele havia mudado.

Antes, Davi não dava muita importância. Até hoje...

— Você vai ou não vai embora? — Amanda insistiu, demonstrando irritação nas sobrancelhas. — Se não vai, então recolha suas coisas.

Vendo aquela expressão impaciente, Davi não pôde evitar que uma lembrança antiga lhe viesse à mente —

Num canto do campus da Universidade da Capital, anos atrás, aquela mesma jovem exibia o mesmo ar de impaciência, até mesmo certa frieza. Ela dizia, com ironia, ao rapaz que se declarava para ela:

— Pelo menos você tem consciência das suas limitações. Tem razão, você realmente não tem o dinheiro nem a influência dele, e está longe de ser bonito como ele. Então, por que eu trocaria alguém tão vantajoso por você?

O rosto do rapaz, humilhado pelas palavras, ficou tão vermelho quanto o buquê de rosas vermelhas que segurava. Mesmo assim, ele retrucou, com o pescoço rígido:

— Você pode não me querer, mas ele também pode não querer você!

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