CAPÍTULO 162
Luigi / El Chapo
Fiquei quase louco para agarrar aquela mulher, mas não... vi nos olhos dela que há uma chance de gostar de mim, não vou desperdiçar.
— Chegou cedo, chefe... — Liam comentou enquanto eu entrava para a ala prata da boate, ele é meu auxiliar aqui dentro — Pensei que nem viria hoje.
— Mudança de planos, Liam! Precisei adiar um pouquinho a minha ideia.
— Levou um fora? El Chapo foi rejeitado? Não acredito! — ele gargalhou, enquanto organizava os figurinos.
— Pra você ver... nunca falei nada com a Laura por receio, mas com ela... não, não vou arriscar! Prefiro levar um “não”, do que deixar a vida passar. Pensei muito sobre isso, essa noite.
— Fico feliz em ouvir isso. Está crente de que você a amarraria de alguma forma.
— Decidi levar da maneira certa. Quando eu disse como lhe daria espaço, percebi que realmente não estava dando, e seu olhar sorridente enquanto me corrigia, me dizia muito sobre ela... pelo menos um pouco, ela gosta de mim.
— Ótimo, então leve presentes, convide pra sair...
— Deixe comigo, meu amigo...
(...)
No outro dia:
Acordei mais cedo, comprei chocolates. Quando cheguei no reduto, esperei que ela chegasse, sentado na sua cadeira.
— Nossa, sabia que eu viria, não é? — sorri.
— Bom dia pra você também, xuxuzinho! Vim te dar boas vindas, trouxe até um presente. — levantei e fui até ela levando a caixa de chocolates, ela sorriu e segurou.
— Obrigada! — ela simplesmente olhou para os lados, foi até o lixo, pisou e abriu, jogando a caixa lá dentro.
— Que isso? Porque jogou fora? — fui até ela, parei bem na sua frente.
— Vem cá, vamos deixar as coisas bem claras, sim? Você armou pra mim, porquê eu já tinha um trabalho, então porquê eu confiaria em você? Outra coisa... se esse é o meu local de trabalho, você que procure seu rumo, vim para trabalhar! — fiquei irritado com o comportamento dela.
Peguei a faca da minha bainha e fiz um corte no meu braço, corte o suficiente para precisar de cuidados, mas que na verdade, nem sinto.
— É suficiente? — ela arregalou os olhos, colocou a mão na cabeça.
— Meu Deus, você é louco de pedra! — começou a abrir a maleta, apavorada, pegando coisas — Como pode fazer isso, de propósito? Não tem amor a vida? Senta nessa cadeira, vou atacar álcool aqui, pra aprender a não fazer mais isso! — sorri e sentei, vi que agora eu tinha a sua atenção. Aquele tipo de corte era muito comum, já não ligo de fazer um ou outro.
— Talvez precise de pontos. — comentei com sarcasmo.
— Não, não precisa nada. Vou fazer um curativo aqui, e você que vá embora. Não vive de trabalho externo? Saindo por aí com essas putas e mulheres fáceis? Não sei o que está tramando, vindo atrás de mim, não vou pra cama com você!
— Polly. — de repente a Laura entrou na sala, e Débora demorou alguns segundos para perceber, então ficou apavorada, soltou o celular e saiu de perto de mim.
— Laura? Que bom te ver! — ela cumprimentou a amiga e continuei sentado ali.
— Digo o mesmo, será muito bom te ver de vez em quando. — Laura respondeu, mas comecei a ficar incomodado de ficar ali ouvindo, achei melhor sair.
— Bom, eu volto depois! Tenho coisas para resolver.
— Te vejo depois, meu amigo! — Laura disse, então apenas assenti e saí.
Encontrei com o Don Antony no caminho.
— E, aí? Vi que foi o primeiro a dar boas vindas à nova enfermeira, e pelo jeito o assunto rendeu! — sorriu pra mim.
— Sim, por um milagre, sim! Se a Laura não tivesse chegado, poderia ter rendido mais...
— Então, Laura atrapalhou seu esquema? — gargalhou.
— Não, imagina...
— É... você está gostando da moça... Débora está tomando seu lugar... — fiquei pensando nas palavras dele, só percebi que fiquei ali parado, quando observei que Don Antony já nem estava mais ali.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A prometida do Capo italiano