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A prometida do Capo italiano romance Capítulo 133

CAPÍTULO 158

Débora Andrade

[Plaft] — fez o tapa que dei na cara dele.

Luigi me olhou sorrindo, enquanto eu tentava me esconder naquele vestido que era completamente justo e agora não fechava de jeito nenhum.

— Deveria ter me ouvido quando coloquei no cartão que só conversaríamos se estivesse naquele vestido. — meti outro tapa e ele voltou a sorrir — Eu adoro esse tipo de comportamento, acho que é por isso que te escolhi.

— Escolheu pra quê? Hein? — o empurrei e puxei o meu casaco, o vestindo e fechando os botões apressadamente. — Se manca, bocó! Aqui você não escolhe nada, malemal, vai escolher o que comerá no jantar!

— Aí é que você se engana, xuxuzinho! Eu escolho tudo que vou fazer — me empurrou contra a parede — Tudo o que vou ter — ergueu a minha perna, segurando no corpo dele — E, tudo o que vou comer! — se aproximou para me beijar e eu o empurrei. Percebi que deixou ser empurrado, esse é pior que a mula de Balaão!

— Qual o seu problema? — dei a volta na mesa, tentando encontrar um jeito de ficar apresentável, mas aquele vestido já era, não tinha conserto. — Se estava pensando em me deixar presa aqui, saiba que vou ligar para a Laura agora mesmo, e vou pedir um vestido dela.

Ele apontou para a mesa e vi a mesma caixa com o vestido vermelho que ele havia enviado pra mim, tinha até mesmo o boneco desenhado em cima, que fiz mostrando a língua pra ele, mas como pegou?

— Vista!

— Como fez isso? Entrou na minha casa? — segurei a caixa, e batendo na mesa.

— Eu? Não... tenho homens pra isso. Suspeitei que não usaria.

— Safado! Eu não vou usar, vou ligar para a Laura...

— De onde? — olhei para a minha bolsa, aquele cachorro já havia ultrapassado os cinco minutos.

— Meu celular está na bolsa... — peguei a minha bolsa e meu celular simplesmente havia desaparecido. — O que fez com o meu celular?

— Não sei onde está! Sugiro que me obedeça e que vista o que eu escolhi! — bufei.

— Você se acha o tal, não é não? Coitada da Laura que conviveu tanto com você e continua achando que é um homem incrível! — estreitou os olhos.

— Laura disse isso?

— Você tá de brincadeira, né? Laura é casada, ama o Alex!

— Não perguntei o status de relacionamento dela, apenas o que disse! — ele estava mais sério.

— Sim, ela me disse! Agora se manca e saia daqui, porquê vou colocar essa porcaria de vestido e ir embora.

— Não, não vai! Escuta uma coisa que vou te dizer com atenção: escolhi você para ser minha, e isso não é uma escolha sua! — me prendeu novamente.

— Vai sonhando...

— Pague pra ver, Débora! Você vai pensar que conseguiu, que se livrou de mim, e quando isso acontecer, estará mais amarrada em mim do que nunca! — o ignorei, então ele simplesmente arrancou o meu casaco. Esse homem é muito habilidoso, meu coração disparou.

Num puxão ele me prendeu na sua cintura e não me deixou sair, nem respirar, muito menos pensar... droga! Caí de novo na sua armadilha, não consegui fugir do seu beijo.

Aquele homem parecia um furacão, me prendeu, me dominou e me encheu de raiva por gostar tanto de ser beijada por ele. Quanto mais eu batia no seu peitoral para irrita-lo, mais ele me envolvia, e sem controle nenhum sobre mim, o deixei tirar o meu vestido rasgado.

A sua mão adentrou a minha calcinha, me roubando o ar e soltei um gemido involuntário.

— Não sei não, ele já tem uma mulher lá com ele e nesse exato momento colocou a mão em cima da dela! — Katy falou e imediatamente passei por elas para olhar.

— É a Elinete! Parece que trabalha num órgão importante do governo, emitindo passaporte, a conhecemos recentemente. — Laura comentou e o cachorro já estava sorrindo com aquela mulher, num vestido que parecia caro, mas também que um poodle se esfregou ali de tanto pelo.

— Mas a Débora é muito mais bonita que ela. — Katy comentou e não me aguentei. Olhei para a mulher que agora levantou e depois para as minhas canelas bem torneadas e gargalhei.

— Realmente, olhem os gambitos dela, a coitada não sabe nem andar de salto! — começamos a gargalhar juntas, e a mulher simplesmente veio desajeitada, andando na nossa direção, “ainda bem que estou bem acompanhada” — pensei, porque ela tinha a cara fechada.

— Boa noite!

— Boa noite! — a respondemos.

— Essa noite estou acompanhando aquele homem — olhou para o Luigi — E, ele me pediu para entregar um aviso à sua assistente! — arregalei os olhos, assustada.

— Assistente? Ele enlouqueceu? — iria atacar aquele papel na cara dela, mas Laura interviu.

— Obrigada Elinete. A minha amiga já vai ler.

— Como quiser. — a vagaba deu de ombros e voltou toda troncha de onde veio.

— Laura, qual o seu problema?

— Não se deixe intimidar, amiga. Se for uma armadilha, ou algo do tipo, pode ficar tranquila que me vingo com estilo pra você. — abri aquele envelope com raiva.

“Porquê diabos me chamou de assistente?“

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