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A prometida do Capo italiano romance Capítulo 122

CAPÍTULO 143

Peter Marino

Alex ficou frustrado quando a sua biometria não foi compatível, todos ficaram.

— Só pode ser da Maria! Vou ficar com esse celular, agora vamos conversar aqui entre nós! — Alex falou e foi resolver a situação com Edoardo, então por um momento, meus olhos se encontraram com os da Katy.

Ela estava de braços cruzados, olhar amedrontado, e era diretamente para o cara que a segurava quando cheguei. Lembranças da conversa no celular, me lembraram que ele disse algo sobre ela, e meus demônios ficaram atordoados só de imaginar o que ele poderia ter feito com a minha Katy.

— Fique com a Laura, tenho uma pendência com esse cara aqui! — falei, e a Katy, dessa vez não veio atrás de mim. Puxei o maledetto pelo pé o derrubando no chão e o levei para o outro local, enquanto batia a cabeça nas coisas.

— Agora você vai me contar em detalhes do que disseram e do que fizeram com a minha esposa! Começou a contar no celular, mas não entendi direito.

— Só falamos a verdade... que teu pai já te... — puxei um de seus braços e dobrei com as próprias mãos, o quebrando. — AHHHHH! FIGLIO DE PUTTANA!

— COLOCA O BRAÇO NO CHÃO! BRAÇO NO CHÃO, FILHO DA PUTA! — assim que esticou o braço eu pisei onde havia quebrado. — Agora repete, filho da puta! Repete o que disse pra minha mulher!

— AHHHH! — QUE NÃO ERA HOMEM PRA ELA, PORQUÊ TEU PAI JÁ TE... — eu simplesmente não consegui ouvir o resto, chutei a cara do infeliz e quebrei o outro braço, chegando a deixar pendurado.

Segurei a cara do maldito e apertei com raiva, entre os dedos.

— Está vendo esse rosto aqui? Olha bem pra ele, porque é quem vai te destruir! Deveria ter mexido com a porra da mulher do diabo, mas nunca com a de Peter Marino, filho da puta! — meti porrada na cara dele, até desmaiar. Então comecei a bater de mão aberta. — ACORDA, MALEDETTO! ACORDA! É TÃO FRACA ASSIM, MOCINHA?

Com a metralhadora comecei a dar pancadas no joelho dele, que logo acordou.

— AHHHH, VOCÊ VAI ME QUEBRAR! VAI ME QUEBRAR!

— Não... — dei uma pausa. — Quebrar é pouco, vou moer! — voltei a dar pancadas, comecei a ouvir seus ossos se quebrarem, era isso o que eu queria. Ele estava sofrendo bastante.

— Tocou na minha mulher, maledetto?

— NÃO! NÃO, EU JURO! JAMAIS ENCOSTEI NELA, JURO!

— Não confio em você! Estica as mãos no chão!

— NÃO! POR FAVOR! ME MATA, CARA! EU NÃO ENCOSTEI!

— ESTICA, PORRA! ESTICA ESSAS POCARIAS NO CHÃO, AGORA! NÃO ADIANTA CHORAR COMO MENININHA! — de repente, vi a Katy entrando onde a gente estava.

Ela entrou com um pedaço de ferro nas mãos, se aproximou e começou a bater nas mãos do cara com força. Ficou em pé e começou a quebrar.

— ESTICA A MÃO, PORRA! — ele tentava tirar, mesmo com os braços quebrados, parcialmente se rastejando, porque agora as pernas também estavam todas trincadas pelo jeito como estava, mas daí ouvi uma voz alta:

— PETER! ESTAMOS LEVANDO-OS PARA O GALPÃO DA BOATE! — Alex apareceu na porta, avisando que iriam sair dali, apenas assenti.

Enquanto Katy descontava a sua raiva, os vi passar com o advogado e Edoardo, que iriam diretamente para a tortura, mas eu não... não, não posso esperar, não tenho sangue de barata, vou resolver isso já, com esse maledetto.

Quando Katy parou, olhou pra mim.

— Corte os lábios dele... por favor... — seu semblante era morto, triste, e aquilo me deixou louco.

Assim que ela virou as costas e foi para o lado de fora, milhões de coisas passaram na minha cabeça, e se ela havia pedido aquilo, era porque ele encostou nela ou até... não, não pode ser!

Puxei um canivete que guardo no bolso e simplesmente ergui os lábios do maledetto, mas ele se debatia muito. A raiva me dominou, os demônios se apossaram da situação, e com facilidade arranquei fora, partes dos seus lábios, que escorria sangue.

Movido pelo ódio, não pensei duas vezes. Arranquei a calça do cara e decepei o seu pau numa vez só.

— Tem sorte que não arranquei os seus olhos! — levantei e fiquei olhando a sua morte.

Enquanto ele sofria, caído naquele chão, eu ainda sentia o sufocamento no meu peito, a dor que já me acostumei a sentir e conviver com ela. Lembranças da noite que jamais poderei esquecer.

Quando parou de respirar, eu saí de lá devagar. Haviam muitos mortos, e havia ficado apenas Salvatore, que estava organizando as coisas.

Eu não sabia como olhar para a Katy, agora. Ela também estava diferente, talvez ainda chateada, até agora não dei o mínimo de carinho à ela, bebi, fiz merda... e, o pior... ela já sabe o que aconteceu, não sei se existe alguma chance para nós.

Dei alguns passos, mas do nada apareceu um homem na outra porta, não faço ideia de onde surgiu, se estava escondido ou se chegou depois, quando levantou o braço, não pensei duas vezes, simplesmente me joguei na frente dela, minha linda Katy...

Mal senti as dores, mas ouvi alguns disparos.

— Vou te levar no médico, é melhor.

— Eu estou bem. Quero ir até a boate, saber o que Edoardo vai dizer...

— Você precisa descansar, não está com dores? — falou baixo, me olhou rapidamente.

— Um pouco, mas não vou ficar sozinha, só se vier comigo.

— Ok. Vamos até a boate e depois descansaremos. Só quero que não tenha medo, a partir de hoje, vou mandar instalarem câmeras e reforçar as proteções e colocar mais soldados. Prometo cuidar melhor da sua segurança. — Estava saindo, quando escorreguei a mão na sua perna, ele me olhou.

— Me sinto mais segura, assim. — então ele dirigiu, e eu fiquei quietinha, em silêncio. Agora não era o momento, mas eu contaria ao Peter o que aconteceu lá dentro, até porque o meu seio ficou machucado, e fiquei muito assustada.

— Tem certeza que está bem?

— Sim, a gente pode conversar depois? — ele ficou um pouco assustado.

— Claro.

Peter também manteve o silêncio, fomos até a boate e estranhei dele me abraçar enquanto entramos, mas acho que estava escondendo o meu corpo de olhares, é sempre assim.

Fomos diretamente ao galpão de torturas, anexo à boate, nem todos estavam lá, apenas o Don, Alex, Laura, Maicon e Enzo, que foi cuidar da boate quando chegamos.

— Alguma novidade? — Peter perguntou ao Alex, enquanto eu encostei logo na porta e não saí.

— Estão trazendo a Geórgia, já me avisaram. Agora esses aqui... confesso que não sei se vou conseguir mantê-los vivos até amanhã, tenho náuseas só de olhar pra eles, principalmente para Edoardo.

— Lá não ficou nenhum vivo para contar história! Embora, acredite... ainda apareceu um deles e tentou atirar na Katy, se não fosse Salvatore ser mais rápido, eu ou ela, teríamos sido atingidos. — Peter contou.

— Vou pedir as imagens das câmeras, depois! Não quer levar a Katy pra casa? — Alex me olhou preocupado.

— Não, ela não quer.

— Ok, vamos ao que interessa! — eles viraram para Edoardo, que estava com a cara péssima, toda inchada, e iria piorar, Peter já é agressivo, e ainda está com a equipe...

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