A voz de Ramon permaneceu calma, sem pressa, enquanto ele dizia as palavras mais ousadas com a maior tranquilidade.
Dandara quase se engasgou com a própria saliva: “Aqui, aqui mesmo?”
Ela balançou a cabeça apressadamente: “E se alguém nos vir? Se a reputação de Ramon for arruinada por minha causa, eu não poderia arcar com isso.”
Vicente provavelmente a expulsaria dali, quanto mais falar em parceria.
“Foi você mesma quem sugeriu vir aqui, não foi?” Ramon respondeu.
Dandara esboçou um sorriso amargo.
Naquele momento, ela sequer conhecia a verdadeira identidade dele, temia ser perseguida e só queria se livrar dele rapidamente.
Ele realmente levou aquilo a sério?
Ramon já havia estendido a mão, tocando a face dela; os dedos, com calos finos, acariciaram o lóbulo de sua orelha, sentindo o leve estremecimento dela, o que o divertiu ainda mais.
“Não está disposta?”
O tom dele esfriou: “Você não queria ajudar seu marido a conseguir esse projeto? Vicente não poderá te ajudar.”
Dandara ficou em silêncio… Ele já sabia de tudo.
“Dandara, você dormiu comigo uma vez, agora me ajude mais uma, e estaremos quites. Caso contrário…”
Ramon interrompeu a frase, mas a intenção ficou mais do que clara.
Dandara quase chorou de nervoso: “E se alguém nos pegar?”
Afinal, estavam atrás de uma gruta artificial, ele estava sendo realmente imprudente!
Ramon sorriu novamente e disse: “Então é melhor ser rápida. Quanto mais tempo demorar, mais perigoso será.”
Enquanto falava, ele passou um braço pelo ombro dela, com a outra mão enfiando os dedos entre os cabelos de Dandara, segurando firme sua nuca, e começou a beijá-la.
Mordeu-lhe os lábios, impedindo que ela se manifestasse em negativa.
Com a outra mão, segurou a dela e a guiou até seu abdômen, onde ela sentiu um calor intenso.
Dandara se assustou e tentou rapidamente afastar a mão.
Mas ele a segurou com firmeza, sem dar chance para escapulir.

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