Dandara respirou aliviada e caminhou silenciosamente em direção à gruta artificial.
No entanto, ali também estava tranquilo, ninguém via Corina.
Ela franziu a testa, será que havia interpretado mal o que Ramon quisera dizer?
Enquanto pensava nisso, ligou a lanterna do celular e entrou na caverna da gruta artificial.
A gruta da família Amaral fora construída com excelência, a ponto de parecer natural.
A caverna era bastante espaçosa.
Ela pretendia sair pelo outro lado.
De repente, uma voz masculina soou atrás dela: “Teve coragem de vir mesmo, hein?”
Dandara estava atenta ao caminho à sua frente, então se assustou ao ser chamada por alguém atrás dela.
Ao se virar, viu de fato aquele rosto belo e de traços marcantes surgir logo atrás.
Na escuridão, sob o suave brilho das estrelas, a luz e a sombra cruzavam o rosto dele, realçando ainda mais seus traços.
Apenas, os olhos dele refletiam um sorriso frio e zombeteiro, fitando-a como se ela fosse a presa em sua própria gaiola.
Dandara se recompôs, apressou-se em desligar a lanterna do celular.
Antes que Ramon pudesse falar, ela se apressou em admitir o erro: “Sr. Amaral, eu errei, fui tola e cega, não o reconheci e…”
As últimas palavras, diante de Ramon, ela realmente não ousou pronunciar.
Após uma pausa, Dandara continuou: “Por favor, peço que seja generoso e perdoe este meu erro. Prometo que não voltarei a cometer.”
“Sr. Amaral?”
Ramon deu um passo em sua direção, a presença dele se aproximando cada vez mais.
Todo o seu corpo exalava uma energia masculina; naquele espaço restrito, a aproximação transmitia uma forte sensação de opressão.

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