Em vez disso, ela ficou completamente chocada e olhou para aquele lado, paralisada.
Aquele... aquele modelo?!
Ele... ele... como ele estava sentado ao lado de Vicente?
O que ele acabou de chamar?
Vovô?
De repente, passou-lhe pela cabeça uma possibilidade absurda e assustadora.
O rosto de Dandara, já pálido, ficou ainda mais branco naquele momento.
Ela tentou se recompor, esforçando-se para encontrar a própria voz: “E-este senhor é...?”
Vicente esboçou um leve sorriso: “Este é o seu Ramon, Ramon. Dandara, você ainda não o conhecia, não é?”
Ao terminar de falar, Vicente entregou o chá calmante para Ramon: “Não vá desperdiçar, o preparo da Dandara é razoável, eu provei antes dela desmaiar.”
Ramon pegou o chá: “Se até o vovô elogiou, então preciso experimentar. Coincidentemente, não consegui dormir esta noite, vou ver se melhora.”
Dandara estava assustada e apavorada, tão nervosa que perdeu totalmente a cor.
Aquele era o Sr. Amaral Ramon?
Então, ela tinha passado a noite com ele, o confundido com um modelo, ainda deixado dinheiro para ele, e mais cedo, no jardim, o tocou para se aproveitar, o enganou para ir até a gruta artificial e depois fugiu...
Pronto, estava completamente arruinada!
Na cabeça de Dandara, já surgiam pelo menos dez formas de morrer!
“Está realmente bom.”
Ramon abriu a tampa da xícara e tomou dois goles, enquanto observava com prazer a expressão de Dandara. Perguntou: “Dandara? Esta é qual das minhas irmãs? Por que não a conheço?”
Ele fez questão de enfatizar a palavra “irmã”, e Dandara percebeu que estava perdida.
Teresa, ao lado, achava que Dandara estava se destacando demais e ficou furiosa.

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