“Não fique parada aqui, seja esperta. Você não sabe cozinhar? Vá para a cozinha preparar algo para o Vicente, assim mostra sua consideração.” Viviana falou em voz baixa para Dandara.
Dandara franziu a testa e, abaixando a cabeça, respondeu a Viviana: “Mãe, Teresa pegou minhas coisas. Quando eu terminar de cozinhar, talvez ela já tenha entregue para o Vicente.”
“Esse suplemento foi eu quem trouxe de volta. Não preciso dizer como deve ser consumido?”
Viviana achou que ela estava tentando ameaçá-la ao mencionar isso nesse momento. Lançou-lhe um olhar e disse: “Cale a boca. É só um suplemento, temos médico da família em casa, não precisa querer receber os créditos. Você está com inveja do bem-estar da sua irmã?”
Dandara achou graça: “Tudo bem, então vou para a cozinha.”
Só queria ver se depois elas não iriam se arrepender.
Dandara virou-se e foi para a cozinha, planejando preparar um chá calmante para Vicente.
Antes de ter ficado em coma, ela tinha sido discípula de um mestre.
A Amazônia Biotec também pertencia ao seu irmão de iniciação.
Mas sua mãe nunca se importava com essas coisas.
Assim que Dandara se dirigiu à cozinha, Vicente e Ramon desceram juntos do andar de cima.
No meio da multidão, Vicente avistou aquela silhueta familiar indo em direção à cozinha.
Franziu levemente as sobrancelhas, mas logo a expressão sumiu.
Vicente foi conduzido por Alana, sua esposa, até o assento principal da sala de estar.
Com a chegada dele, todos na casa procuraram uma oportunidade de se aproximar, oferecer presentes, cumprimentá-lo e estreitar laços.
Especialmente o Sr. Amaral.
Ele havia passado anos cuidando dos negócios em Altavista, e agora que Vicente estava com a saúde debilitada, retornara ao casarão antigo em Maravilha Azul com a intenção clara de assumir o comando da família.

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