“Você não veio me procurar até aqui, veio? Olha, estou avisando, hoje trouxe meu marido comigo, então por favor, não fale nada demais, entendeu?” Dandara falou.
“Ah, é?” O olhar do homem recaiu sobre a mão dela que segurava seu pulso, com um sorriso enigmático.
O semblante de Dandara ficou sério; ela realmente temia que as pessoas da família Amaral descobrissem que ela frequentava aquele clube.
Ela tentava acalmá-lo e assustá-lo ao mesmo tempo: “Querido, já resolvemos tudo entre nós. Se você abrir a boca e meu marido descobrir, ele vai acabar te batendo e não vai valer a pena. Eu também ficaria triste.”
O olhar dela pousou no rosto do homem: realmente, um rosto incomparável, como se Deus tivesse sido generoso demais com ele nesse aspecto.
Dandara não resistiu e apertou levemente a bochecha dele.
Sob o olhar sério do homem, ela não conseguiu conter e disse: “Além disso, ouvi dizer que o senhor Ramon da família Amaral voltou. Ouvi falar... que ele é meio sádico, que já chegou a esquartejar alguém e jogar para os tubarões no mar.”
“Ele é meu Ramon. Se souber que fui ao clube te procurar, talvez faça o mesmo com você.”
“Querido, com esse rosto tão bonito, esse corpo maravilhoso... Jogar no mar seria um desperdício.”
Enquanto falava, Dandara ainda passou a mão pelo peitoral do homem.
Puxa, que firmeza.
De repente, ela se arrependeu.
O dinheiro que havia dado a ele naquela época, de fato, tinha sido muito pouco.
Que humilhação para alguém tão belo!
Mas não podia fazer nada, pois não tinha muito dinheiro.
A maior parte do seu patrimônio vinha dos imóveis que a mãe de Valentino, Dona Lorena, havia lhe dado; dinheiro em espécie era pouco.
O semblante do homem então ficou frio. Ele segurou a mão dela de volta: “Naquela noite não pediu para eu ter piedade? Agora está aqui me provocando, quer de novo?”

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