Ele olhava com ódio para Cristina, mas não ousava dizer nada.
Se descobrisse quem era aquela mulher que estragou seus planos, ele certamente não a perdoaria!
Cristina não se importava com o que ele pensava. Ela ajudou a menina a se levantar:
— Onde é a sua casa? Eu te levo.
A menina segurava a mão de Cristina, com o corpo tremendo. Parecia ter muito a dizer, e seus lábios estavam brancos.
O homem de bigode fingiu não ver aquilo:
— Você é muito inteligente. Pare de vender flores, venha para a escola.
Dizendo isso, o homem sinalizou para o latifundiário ao lado dar dinheiro.
O latifundiário tirou cinco moedas de prata e, propositalmente na frente da câmera, estendeu para a menina:
— Isso é um presente do comandante. Seja grata. Se temos o que comer e beber hoje, é tudo graças ao comandante.
A menina se chamava Raíssa. Ela olhou fixamente para o dinheiro.
Cristina sabia que ela precisava de dinheiro. Ela olhou para Raíssa:
— Você quer?
— Se você quiser, eu não vou me opor. — O olhar de Cristina era sério. — Mas quero te dizer que pegar certo dinheiro pode fazer você perder muito mais, porque você não sabe qual é o objetivo de quem te dá dinheiro sem motivo.
A menina mordeu o lábio. Ela queria.
A mãe estava doente, o pai queria fumar.
Tudo isso precisava de dinheiro.
Mas ela ainda se lembrava de que sua irmã foi levada por essas pessoas!
Na época, eles também deram cinco moedas de prata ao pai, dizendo que tirariam uma foto e mandariam a irmã de volta.
Mas a irmã tinha sido levada há sete dias e ainda não tinha voltado!
A mãe e ela se preocupavam todos os dias, enquanto o pai pegava as cinco moedas de prata e ia para a casa de fumo.

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