Décio pensava assim não por desprezar Cristina.
Apenas porque a família Gondim sempre agiu com discrição, avessa a ostentações.
Os senhores da família, ao saírem para construir suas próprias vidas, nunca revelaram sua afiliação com a família Gondim.
Desta vez, em RioVital, o único objetivo era trazer a sua princesa de volta, sem alarde.
Ele quase morreu de susto. Pensou que ele mesmo havia exposto a identidade do Sr. Gondim.
Muitas famílias em RioVital queriam se aproximar da família Gondim. Se soubessem que o Sr. Gondim estava na cidade, como ele conseguiria se tratar em paz?
A identidade do Sr. Gondim não podia vazar por causa dele!
Cristina observou tudo, mas não disse nada.
Os médicos têm o dever de manter a confidencialidade de seus pacientes.
Independentemente da identidade do paciente, para ela, ele era apenas um doente.
No entanto, Cristina tinha uma dúvida: por que a família Gondim estaria procurando sua herdeira perdida no Reserva do Lago?
Sem tempo para mais reflexões, o carro parou em frente ao Hospital do RioVital.
Na ala de internação do hospital, quarto VIP 601, Severino estava deitado, franzindo a testa. A febre o deixara delirante, tossindo sem parar e murmurando.
— Querida... onde você está? O vovô sente tanto a sua falta...
O médico que acompanhava a família Gondim não era inexperiente, mas diante de tais sintomas, ele hesitava em dar um diagnóstico.
Vendo Severino inconsciente, ele entrou em pânico total e pediu ao hospital que chamassem a Dra. Lourenço o mais rápido possível.
Sendo uma especialista premiada no exterior, ela certamente teria uma solução!
Cláudia ainda estava irritada com o assunto da BrasilPharm Saúde. Ter que fazer horas extras no hospital só piorou seu humor.
— Primeiro, faça o registro. Acham que qualquer um pode ser atendido por mim?
— Dra. Lourenço, é que o idoso está realmente muito doente, e os sintomas são peculiares. Temo que ele corra risco de vida.
Cláudia bufou.
— Então recuse o atendimento. Mande-o para outro hospital!
— Isso não é certo... — até o jovem médico de plantão não pôde deixar de dizer. — Em uma emergência, devemos salvar o paciente.
Cláudia riu com desdém.
— Agora você vai me ensinar a fazer meu trabalho?
O jovem médico se apressou em pedir desculpas, com a voz mansa.
— É alguém do Vale da Lua Verda. Que tal... a senhora dar uma olhada?

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