ELISA RIVER.
— Não estou apaixonada por ele. — Consegui responder me recurando do susto de ter meus sentimentos, descobertos. E menti descaradamente, mas em vão.
— É mesmo? Tem certeza?
Fiquei em silêncio, sem saber o que falar para ela.
— Seu silêncio é a resposta. Não adianta fugir do que sente, Elisa.
— Eu sei. Mas tenho medo de me machucar com o Victor. Ele sempre vai colocar a política em primeiro lugar. Eu não tenho espaço na vida dele — afirmei, perdida com o que eu sentia.
— Meu filho mudou, e muito. Ele já não coloca a política em primeiro lugar. Prova disso foi o domingo que passamos juntos e o fato de ele vir dormir aqui. Victor antes só permanecia na casa oficial. Nem quando Melissa veio morar aqui ele passava mais tempo nessa casa. Mas agora ele vem todos os dias, por você e pelos filhos.
Fiquei surpresa com o que ela dizia. E, realmente, ele estava mesmo mudado e passava mais tempo conosco. Mas será que eu estava disposta a arriscar?
Fomos para a sala de estar e nos sentamos no sofá. Peguei Mel no colo e lhe dei a mamadeira. Ela a segurava enquanto mamava. Como eu amo essa minha pequena. Quando eu iria imaginar, que quando cheguei nesta casa, que iria virar mãe de Melissa e noiva de Victor?
Victor foi um babaca comigo no início. Queria nem ficar perto dele, e agora tenho noites de prazer com ele e estou apaixonada.
Ele apareceu descendo a escada. Logo, alguns funcionários vieram atrás trazendo algumas malas e as levaram para fora.
— Pablo já chegou — disse, se aproximando e se sentando ao meu lado.
Mel largou a mamadeira e esticou os braços para o pai. Victor a pegou nos braços, e ela se aninhou nele. Era tão lindo ver esses dois juntos. Melissa era a cópia de Victor. E podia perceber que ele a amava.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE.