ELISA RIVER.
Agora eu e Victor estávamos quites. Não vou negar que adorei lhe chupar e ouvir seus gemidos. Ceci diria agora que sou uma safada. Pois sou mesmo. Aceitei fazer a massagem já com segundas intenções, não foi pelo dinheiro. Eu queria retribuir a chupada que ele me deu na outra noite.
Enfim, acordei no dia seguinte com Victor dormindo abraçado a mim. Esse folgado, espaçoso. Suspirei, pois ele veio para ficar. Disse que dormiria aqui somente uma noite e no sofá, mas não foi mais embora e invadiu minha cama.
Revirei os olhos. Ele tinha se espalhado por quase toda a cama, me deixando na ponta dela, quase caindo, e ainda estava praticamente em cima de mim. Olhei para seu rosto bonito e tranquilo, e minha irritação por ter meu espaço invadido sumiu. Sorri.
Será que estou me apaixonando por ele? Ou será que já estou apaixonada?
Bem, nós iremos nos casar. E esse sentimento vai acabar aparecendo em algum momento. Fechei os olhos, pensativa. Quando os abri, deparei-me com dois olhos azuis lindos me observando.
— Bom dia.
Victor falou, sorrindo charmoso. Essa peste é linda… como pode ser tão bonito e charmoso?
— Bom dia! Está confortável aí? — perguntei com desdém.
— Sim, aqui é bom — comentou e sorriu.
Bufei e o empurrei para longe.
— Você é muito folgado e espaçoso, sabia?
— Sei que você gosta de me ter por perto — disse, convencido, e se espreguiçou.
— Não gosto, não — falei, desnorteada com seu corpo maravilhoso.
— É mesmo? Não me pareceu ontem, quando me deu um maravilhoso oral. Ainda posso sentir sua boca no meu pau — disse, safado.
Olhei para baixo e notei a barraca que seu pau duro fazia no lençol.
— Eu não gostar de você por perto não tem nada a ver com a massagem que lhe fiz. O que aconteceu foi só negócio — afirmei descaradamente, mentindo.

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