A OBSESSÃO DO PRIMEIRO MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. CAP.158
CAPÍTULO CENTO E CINQUENTA E OITO — QUERO ELAS FORA DAQUI.
VICTOR BALTIMOR.
Minha paciência evaporou. As palavras saíram rápidas, impacientes, cada uma mais irritada que a outra. Eu não me lembrava desse conto de fadas que estavam descrevendo e isso me enfurecia e enlouquecia profundamente. Eu não era mais esse homem, romântico, o enterrei há muito tempo, depois de Charlotte, aquela maldita.
— Eu não a conheço! Não quero essa mulher na minha casa! Nem quero uma criança chorona me incomodando a cada cinco minutos! Eu não consigo entender como eu poderia ter permitido isso. É impossível!
O esforço de falar tanto me causou uma tosse violenta que subiu do peito, forte, incontrolável. Tossi sem parar, o corpo inteiro sacudindo, o ar raspando na garganta como lixa. Cada tosse era mais dolorosa que a anterior. Meu peito queimava. Lágrimas involuntárias vieram aos olhos por causa do esforço. Estava difícil respirar.
— Filho! — minha mãe exclamou, alarmada, colocando a mão nas minhas costas.
— Victor, tentei respirar! — Eleonor pediu, a voz trêmula de preocupação.
Thomas se levantou imediatamente e colocou a mão no meu ombro.
— Calma, Victor. Respire devagar. Doutor! — chamou, nervoso.
Cecília cobriu a boca com as mãos, os olhos arregalados.

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