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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 125

ELISA RIVER.

Abigail me encarava irredutível. Ela estava me obrigando a ir embora. Estava claro que não me daria escolha.

Eu sentia as lágrimas escorrerem pelo meu rosto. Estava irritada, magoada e com medo. Mas não iria desistir facilmente. Sei dos riscos. Posso até ficar longe do hospital, mas preciso estar próxima de Victor.

Como vou ficar tranquila estando em Toronto enquanto ele está tão longe de mim? Como conseguiria me contentar apenas com notícias por telefone? Sem poder vê-lo, mesmo que fosse somente quando ele estivesse dormindo?

Sei que Victor me mandou sair do seu quarto e não me reconheceu. Mas tenho esperança de que, me vendo com frequência, ele possa se lembrar de nós, de nossos filhos. Eu não posso simplesmente virar as costas e ir embora assim. Entendo os riscos que correrei, mas ficar longe será pior.

Respirei fundo, tentando recobrar o juízo e deixando a emoção um pouco de lado.

— Senhora Abigail, não pode me obrigar a ir embora. Sou uma adulta e dona da minha vida. Sou eu quem decide o que fazer, não a senhora e muito menos qualquer um aqui — falei, firme.

Abigail me lançou um olhar estranho e arqueou a sobrancelha, lembrando muito Victor naquele gesto.

— Vocês poderiam me dar licença para conversar com a minha nora? — pediu, sem olhar para os outros. Mantinha o olhar fixo em mim.

Eleonor soltou minha mão e se virou para sair, assim como os médicos. A enfermeira terminou de aplicar uma medicação no meu soro e saiu atrás deles, deixando-nos a sós.

Abigail foi se sentar na poltrona. Eu a observava em silêncio. Não iniciaria aquela conversa. Ela era quem queria falar comigo, então que começasse.

— Elisa, sei que não posso te dar ordens e nem gostaria de ter que fazer isso. Mas, infelizmente, você não está pensando nos seus filhos, e sim em você. E, como avó dessas crianças, tenho a obrigação de zelar por elas.

A encarei apreensiva. Ela estava me chamando de egoísta?

Permaneci em silêncio, assimilando suas palavras, e Abigail continuou:

— Eu tive hipertensão quando estava grávida de Victor, e foram tempos muito difíceis. Eu quase o perdi no parto. Sofri bastante durante a gravidez, então sei exatamente o que um diagnóstico como esse pode acarretar.

Fiquei surpresa ao ouvir aquilo. Não sabia que ela havia passado por isso.

— Sinto muito — respondi, sincera. — Entendo que a senhora esteja preocupada com seus netos, mas não tem o direito de me obrigar a fazer o que quer.

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