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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 122

ELISA RIVER.

A palavra ainda ecoava dentro da minha cabeça como um sino quebrado. Hipertensão.

Fiquei encarando a doutora Verônica, sentindo meu coração bater tão forte que parecia querer sair pela garganta. Minha respiração ficou curta, irregular. Eu conhecia aquele termo. Conhecia bem demais.

— Hipertensão…? Eu não posso ter isso agora — falei, a voz fraca, quase sem sair.

A doutora Verônica assentiu com seriedade e se aproximou um pouco mais da cama.

— Sim, Elisa. No seu caso, trata-se de uma hipertensão gestacional desencadeada por estresse emocional intenso — explicou, com cuidado. — Seu corpo entrou em estado de alerta constante, e isso elevou sua pressão arterial.

Levei a mão ao peito, sentindo um aperto sufocante.

— E… o que isso significa? — perguntei, mesmo já sabendo parte da resposta.

Eleonor estava ao meu lado, completamente pálida. Seus olhos estavam marejados, e a mão dela apertava a minha com força, como se estivesse tentando me manter ancorada ali.

— Significa risco — respondeu a médica, com franqueza. — Risco para você e para os bebês.

Engoli em seco.

— Que tipo de risco? — insisti.

— A hipertensão na gravidez pode evoluir para quadros mais graves, como pré-eclâmpsia — continuou firme. — Pode comprometer o fluxo de sangue para a placenta, afetar o crescimento dos fetos, provocar parto prematuro… e, em casos extremos, colocar a vida da mãe e dos bebês em perigo.

Senti o mundo girar.

— Não… — murmurei, sentindo as lágrimas brotarem. — Eu não posso perder meus filhos.

— E não vai — afirmou ela rapidamente. — Detectamos cedo. Isso faz toda a diferença.

Eleonor respirou fundo, tentando se manter firme.

— O que pode ser feito? — perguntou, com a voz trêmula.

— Vamos iniciar um tratamento imediato para controle da pressão — explicou a médica. — Medicação segura para gestantes, acompanhamento frequente e, principalmente, mudança de hábitos.

— Mudança de hábitos? — repeti.

— Repouso, alimentação controlada, nada de esforço físico excessivo — enumerou. — E o mais importante: evitar fortes emoções.

Soltei uma risada curta, sem humor.

— Evitar fortes emoções… — repeti, desacreditada. — Como se isso fosse possível.

O doutor Antunes pigarreou, demonstrando desconforto.

— Elisa… — chamou, com cautela. — É justamente sobre isso que precisamos conversar.

Meu coração acelerou ainda mais.

— O que foi? — perguntei, já em alerta.

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