Entrar Via

A noiva rejeitada romance Capítulo 305

Liam estava diante de mim, e eu não conseguia desviar os olhos de seu rosto impecável, tão frio como sempre. Sentia a raiva arder em meu peito. Não conseguia acreditar: ele havia levado Rayner ao casamento, sabendo de tudo. Sabia que eu era sua noiva fugitiva, que cada movimento envolvia riscos e, ainda assim… ainda assim, ele fez isso.

— Cecilia… — começou ele, com a voz baixa e serena, como se cada palavra fosse calculada para me acalmar. — As coisas saíram do controle. Você não deveria levar isso tão a sério.

Minha respiração ficou mais rápida, e meu corpo começou a tremer.

— Não levar tão a sério? — repeti entre os dentes, incapaz de esconder minha indignação. — Você sabia muito bem o que tudo aquilo significava! E, ainda assim… ainda assim, permitiu que acontecesse!

Liam deu mais um passo em minha direção, tentando suavizar a expressão.

— Você deveria estar agradecida… — continuou ele, como se a gratidão pudesse apagar tudo o que havia acontecido. — Eu salvei você daquele homem e vou garantir que ele nunca mais volte a incomodá-la.

O nó em minha garganta apertou ainda mais. Sua tentativa de me tranquilizar soava como uma zombaria. Ele não havia me salvado de nada que realmente me fizesse sentir segura; apenas havia controlado a situação à sua própria maneira.

— Agora, recupere-se logo, está bem? — disse ele por fim. — Só isso. Procure descansar. Estarei aqui cuidando de você… para que veja que seu marido é um homem compreensivo.

Aquelas palavras foram como gasolina jogada sobre o fogo. Compreensivo. Meu marido. Como ele podia dizer aquilo com tanta tranquilidade, como se nada tivesse acontecido? Minha raiva, reprimida por tanto tempo, explodiu. Eu não conseguia mais suportar.

E então… não pensei. Ergui a mão e lhe dei um forte tapa no rosto. O som seco do golpe me fez estremecer e, por um instante, pareceu que o tempo havia parado. Liam me encarou, surpreso, com os olhos arregalados.

Ele deu um passo em minha direção, como se fosse reagir, mas se conteve. Observou-me imóvel e disse com calma, embora houvesse um tom ameaçador em sua voz que me fez recuar:

— Não vou fazer nada com você por enquanto, porque vejo que está debilitada… mas é melhor não voltar a me dar um tapa no rosto.

Sua voz era firme e implacável, e o ar no quarto ficou ainda mais pesado. Meu coração disparava, enquanto a raiva e o medo se misturavam dentro de mim e seu olhar parecia atravessar minha alma. Eu sabia que, a qualquer momento, ele poderia me fazer pagar por aquilo… mas, por enquanto, limitava-se a ficar ali, observando-me, impassível.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A noiva rejeitada