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A noiva rejeitada romance Capítulo 251

POV: Terceira pessoa

Carttal estacionou o carro em frente à residência de Cedric. Mal desligou o motor, Aslin abriu a porta e desceu apressada. As feridas ainda lhe doíam; cada passo era uma pontada que lhe lembrava o tormento vivido, mas nada daquilo importava. O desejo de ver os filhos, de senti-los nos braços, era mais forte que a dor.

Ao entrar no hall, seus olhos se iluminaram ao vê-los. Liam, Isabella e Noah estavam em pé, de mãos dadas com Soraya. A mulher os mantinha por perto, protegendo-os com aquela serenidade firme que sempre demonstrava.

—Mamãe! —gritaram as crianças em uníssono ao vê-la.

Aslin não pensou duas vezes. Correu até eles e se ajoelhou, embora o esforço lhe arrancasse um gemido de dor. Abraçou-os com desespero, cobrindo-os de beijos, respirando aliviada o perfume de suas cabecinhas. Era como se, tê-los nos braços, tudo o que havia acontecido se dissipasse por um instante.

—Estão bem? —perguntou com a voz trêmula, acariciando seus rostos, verificando se não tinham sequer um arranhão.

Os pequenos assentiram rapidamente, mas os olhinhos ainda refletiam o medo que haviam vivido. Foi então que Liam, com voz frágil, murmurou:

—Estamos bem, mamãe... mas a tia Verónica não. Aquele homem mau a prendeu... com correntes.

Aslin sentiu o ar faltar. Suas mãos apertaram os filhos com mais força, como se temesse que também pudessem ser arrancados de seu lado a qualquer momento. Tentou conter as lágrimas, mas a angústia oprimia o peito.

—Ouçam, meus amores —sussurrou, olhando-os nos olhos com uma determinação que tentava dominar o tremor da voz—. Vamos resgatar a tia Verónica, eu prometo. Ninguém vai machucá-la, entenderam?

As crianças assentiram com força, confiando na promessa da mãe. Noah agarrou-se ao seu pescoço enquanto Liam segurava sua mão com firmeza, como se realmente acreditassem que, enquanto ela estivesse ali, nada de mal poderia acontecer.

Nesse momento, Carttal aproximou-se. Sua presença impunha calma, embora o olhar revelasse a tempestade que carregava dentro. Posou uma mão firme sobre o ombro de Soraya e falou com voz grave:

—Leve-os para o quarto e ajude a Aslin a descansar. Ela precisa se recompor.

Soraya assentiu de imediato, compreendendo a importância da ordem. Aslin, porém, ergueu o olhar para Carttal. Havia tanta coisa em seus olhos: gratidão, medo, amor, mas também a incerteza do que viria depois.

Ele olhou de volta e, pela primeira vez em muito tempo, deu-lhe um leve sorriso caloroso, como quem quer assegurar que, apesar de tudo, não a deixaria sozinha. Essa expressão simples deu-lhe força suficiente para levantar-se apoiada em Soraya e subir as escadas com passos lentos, sem deixar de segurar a mão dos filhos.

Quando ela desapareceu no segundo andar, Carttal endireitou as costas e dirigiu-se ao escritório de Cedric. Fechou a porta atrás de si com determinação.

—Avô, precisamos conversar —disse Carttal com voz firme, enquanto fechava o punho ao lado.

Capítulo 251 — Preso 1

Capítulo 251 — Preso 2

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