Dominik Kowalski
Meu nome é Dominik Kowalski.
Sou o que se chama de executor silencioso da máfia polonesa. Entre nossos aliados, sou conhecido como Lobo da Neve. Foi com esse nome que Marcelo De Capri salvou meu contato.
Meus homens e eu não usamos uniformes. Não costumamos anunciar nossa chegada. Mas, quando queremos deixar um recado, fazemos questão de que ninguém o esqueça.
Quando Marcelo De Capri me ligou, já imaginei que se tratava de algo grande.
E estava certo.
Gregório Hackman. O nome já circulava entre os nossos. Incomodava demais. Crescia demais. Achava que podia engolir territórios sem que ninguém o fizesse engolir os próprios dentes de volta.
Hoje à noite, eu vim lembrá-lo de que isso aqui ainda tem dono.
Estávamos em cinco veículos escuros. A base que íamos atingir ficava ao norte de Manhattan, numa região estratégica para os negócios de Hackman. Chegamos pouco depois das duas da madrugada.
Hora em que a maioria das pessoas estava dormindo.
— Chefe, tem homens vigiando a entrada e outros espalhados pelo galpão — informou Adrian, meu braço direito.
— Então não esqueçam a ordem. Ninguém morre. De Capri quer um aviso, não um massacre.
— Certo.
Pouco depois, o silêncio da madrugada foi interrompido pelo barulho dos primeiros disparos.
A segurança de Hackman reagiu.
Gritos começaram a ecoar pelo galpão. Homens procuravam abrigo, outros tentavam proteger a entrada. O lugar inteiro virou uma confusão.
Entramos como sombras.
Lá dentro, encontramos vários homens de Hackman. Alguns tentaram resistir, outros recuaram quando perceberam que estavam em desvantagem.
Dei o sinal para meus homens continuarem.
Em poucos minutos, o salão virou o inferno.
Mesas foram derrubadas, vidros se quebraram e os gritos se misturaram ao barulho dos disparos. Um dos seguranças tentou impedir nossa passagem, mas acabou sendo dominado.
— Isso é pela carga da semana passada, babaca! — rosnei.
Marcelo não queria mortos.
Queria que Hackman entendesse que seus negócios estavam vulneráveis.
E eu pretendia entregar exatamente isso.
Começamos a reunir os homens que ainda estavam no galpão. Havia feridos, alguns tentando ajudar os companheiros, outros observando tudo em silêncio.
Foi quando um deles chamou minha atenção.
Cabelo raspado.
Braço tatuado.
Mesmo machucado, ainda tentava enfrentar meus homens.
Me aproximei.

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