Entrar Via

A Noiva Quebrada do Mafioso romance Capítulo 6

Ava

Demorei pra entender onde estava.

O teto era alto demais.

As cortinas fechadas deixavam a luz entrar em frestas suaves. Lençóis brancos, macios. Cheiro de madeira polida e perfume masculino. Por um segundo, pensei que fosse um sonho — ou um pesadelo disfarçado de alívio.

Então me lembrei.

Brian.

A ordem de despejo.

As contas vazias.

A ligação desesperada.

E Gregório.

Me virei devagar, o corpo ainda dolorido da noite anterior. Não fisicamente… mas por dentro. Como se as feridas estivessem em carne viva, costuradas com silêncio e tequila.

A cama em que dormi parecia saída de um hotel cinco estrelas. Mas era só um dos quartos da casa — ou melhor, da mansão — do homem mais perigoso de Nova Iorque.

Levantei devagar. Um robe de seda já estava à minha espera sobre a poltrona. Vesti com cuidado. Andei descalça até a porta, hesitei antes de abri-la. E quando abri…

Dois homens estavam do lado de fora.

Altos. Armados. Fardas pretas discretas, fones de ouvido, expressão neutra.

Capanga 1: “Bom dia, senhorita Ava.”

Capanga 2: “O Sr. Hackman pediu que informássemos que o café está pronto. Se desejar, podemos acompanhá-la.”

Minha boca abriu, mas nenhuma palavra saiu por alguns segundos.

Ava: “Acompanhá-la… tipo, vocês vão andar comigo pela casa?”

Capanga 1: “Por segurança.”

Engoli seco.

Não era um lar. Era um campo de guerra com colunas de mármore.

Desci as escadas devagar, os dois homens caminhando a poucos passos de distância. Não falavam, não olhavam diretamente. Mas seus olhos varriam tudo — como se o perigo estivesse em cada sombra.

A casa era gigantesca.

Pisos de madeira escura, tapetes orientais, quadros caros. Uma mistura de museu com prisão de luxo.

Na sala de jantar, havia uma mesa comprida o bastante para vinte pessoas. Mas havia apenas dois lugares postos.

E ele estava lá.

Gregório.

De terno cinza, cabelo penteado pra trás, olhos fixos no tablet que segurava.

Não levantou quando me viu.

Só gesticulou com a mão para que eu sentasse.

Me aproximei devagar.

Ava: “Bom dia.”

Gregório: “Dormiu bem?”

Ava: “Na medida do possível.”

Ele olhou brevemente pra mim. Os olhos varreram meu rosto. Meu robe. Meus pés descalços.

Gregório: “Você ainda parece frágil.”

Ava: “Porque eu tô.”

Gregório: “Isso passa.”

O café estava servido: frutas frescas, ovos mexidos, pães ainda quentes.

Fiquei parada. Hesitando.

Gregório: “Come. Tá seguro.”

Ava: “Desculpa, eu só… não sei como agir aqui. Não sei onde tô pisando.”

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Noiva Quebrada do Mafioso