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A Noiva Quebrada do Mafioso romance Capítulo 54

Gregório

Eu estava na sede da distribuidora revisando os relatórios da segurança quando recebi a ligação.

— Senhor Gregório! Tão invadindo a base do Porto 3!

Me levantei da cadeira na mesma hora, o telefone ainda pendurado no ouvido e a adrenalina subindo como um soco no estômago. Não esperei mais detalhes. Saí pela porta, gritando por dois seguranças.

— No carro! Agora!

Pegamos a SUV blindada e seguimos em direção ao Porto 3. Era uma das bases mais estratégicas da nossa organização em Nova York, onde mantínhamos cargas valiosas e que fazia parte de um dos corredores logísticos da minha rede. Qualquer ataque ali não era só prejuízo financeiro. Era uma declaração de guerra.

Ava estava na mansão, provavelmente treinando com Cissa. Graças a Deus.

Na metade do caminho, recebi novas informações pelo rádio.

— Grupo armado. Três caminhonetes. Atirando pra tudo quanto é lado. A equipe do turno tá encurralada. A polícia ainda não chegou.

Eu sabia que não era roubo. Era recado. E alguém tava querendo medir força comigo.

— Avisa todo mundo que eu tô chegando. Que segurem a porra do perímetro.

O motorista acelerou ainda mais. Respirei fundo, tentando organizar os pensamentos. Estava de colete por baixo da camisa social e sabia que, quando chegasse, encontraria uma situação muito pior do que aquelas informações pelo rádio conseguiam transmitir.

— Avisa o Marco pra mobilizar reforço. Quero mais homens no local imediatamente. E chama a equipe de outra base da cidade.

O carro parou numa freada brusca a poucos metros da entrada. O som dos tiros era ensurdecedor. O portão principal estava meio aberto, fumaça saindo por um dos lados, e dois dos meus homens estavam agachados atrás de um caminhão tombado.

Saltei do carro com o coração martelando no peito.

— Greg! Fica no carro! — gritou Jonas, um dos seguranças.

— Já tô fora. Me dá cobertura!

Corri até a lateral, procurando abrigo atrás de uma pilha de contêineres. Estava tudo uma zona. Gritos. Estilhaços. O som seco dos disparos cortando o ar. Me aproximei do rádio preso na lateral do colete.

— Aqui é o Gregório. Contem quem tá dentro!

— Seis nossos, três feridos. Dois civis conseguiram fugir. Eles tão mirando nos carregamentos.

— Quantos do outro lado?

— Pelo menos oito armados. Mas parecem milicianos. Estilo sujo.

Olhei em volta, tentando compreender a dimensão do ataque. Meus homens estavam espalhados pela base, e os invasores continuavam disparando enquanto avançavam entre os galpões.

Eu precisava entender o que estava acontecendo.

Me desloquei pela lateral de um dos galpões, tentando acompanhar a movimentação dos invasores.

Foi nesse instante que ouvi o estalo.

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