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A Noiva Quebrada do Mafioso romance Capítulo 41

Ava

Na manhã seguinte, acordei com um bilhete ao lado do travesseiro.

“Vista algo leve. Algo que te faça sentir linda. Eu quero você se sentindo como a mulher mais incrível do mundo, porque é isso que você é. Te espero às 17h no píer. Amor, Gregório.”

Me apoiei no cotovelo, lendo aquela letra firme, masculina, com o coração batendo mais rápido que o normal.

Gregório.

Aquele homem me desmontava com flores e me reconstruía com gestos.

Passei boa parte da tarde tentando adivinhar o que ele estava preparando. Quando chegou a hora, vesti um vestido branco esvoaçante, leve, com sandália baixa, e prendi o cabelo num coque bagunçado. Passei um gloss suave e um perfume floral. Me olhei no espelho e sorri. Estava começando a me acostumar com aquela sensação de gostar do que via, sem procurar imediatamente alguma coisa para criticar.

Me senti bonita. De verdade.

Quando cheguei ao píer, a luz do fim da tarde dourava tudo. Mas o que me deixou sem ar mesmo foi o barco.

Era grande, todo branco, decorado com cortinas finas que dançavam com o vento. Luzes de fada estavam penduradas por toda a lateral, pétalas brancas e vermelhas enfeitavam o chão, e havia uma mesa posta com flores frescas, frutas e champanhe.

Gregório estava lá, parado no deck, de terno bege-claro, sem gravata, as mangas dobradas e com um sorriso de tirar o fôlego.

— Você tá brincando…

— Nunca. Bem-vinda ao nosso cruzeiro particular, minha mulher.

Subi no barco com as pernas trêmulas de emoção. Ele segurou minha mão e me puxou para um beijo calmo, doce, que durou o tempo certo para minha alma se aquietar.

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Enquanto o barco seguia lentamente mar adentro, uma música suave começou a tocar. Violino e piano. Eu nem sabia de onde vinha, mas parecia trilha de filme. O céu estava laranja, pintado por Deus, e o mar refletia tudo como um espelho em movimento.

— Quer dançar comigo? — Gregório perguntou.

— Aqui? No barco?

Ele sorriu.

— Aqui. Agora.

Coloquei uma das mãos no ombro dele, a outra entrelaçada na sua. Ele me envolveu com firmeza, e começamos a balançar devagar ao som da música, com o mar nos embalando junto.

A brisa fazia meu vestido voar levemente, e alguns fios de cabelo escapavam do coque, mas nada importava. Só ele. E eu. E aquela dança que parecia nos aproximar ainda mais.

— Lembra quando você me disse que achava que ninguém jamais te olharia como mulher de verdade?

Assenti com um pequeno sorriso triste.

— Pois eu te olho como a mulher mais poderosa e linda que já vi. E não é só porque você é bonita, Ava. É porque sobreviveu a tanta coisa e, ainda assim, escolheu amar.

Meus olhos marejaram.

— Você… sempre sabe o que dizer.

— Não. Eu só falo a verdade.

Ele me girou com leveza, me puxou de volta e me abraçou um pouco mais perto. Rimos entre beijos e suspiros. Depois de dançarmos por minutos que pareceram eternos, Gregório me levou até a mesa, serviu champanhe, me ofereceu um morango e brindamos ao nosso amor.

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A noite caiu.

O barco agora estava cercado de pequenas luzes e lanternas, cujos reflexos dourados dançavam sobre a água. A lua cheia apareceu no céu, iluminando o mar de uma maneira tão bonita que fiquei vários minutos apenas admirando a paisagem.

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