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A Noiva Quebrada do Mafioso romance Capítulo 26

Ava

Faltam dois dias. Dois dias para o meu casamento com Gregório Hackman, e até agora ainda parece estranho pensar que isso realmente vai acontecer. Não porque eu duvide dele, mas porque nunca imaginei que teria coragem de entrar em uma igreja novamente depois de tudo que passei.

Algumas semanas se passaram desde que comecei minhas aulas com Cissa. Nesse tempo, continuei frequentando as sessões com Camilla, cuidando de mim e conhecendo melhor o homem que havia aparecido na minha vida de maneira tão inesperada. Gregório não voltou a me pressionar sobre o casamento. Pelo contrário, respeitou meu tempo e deixou que eu pensasse sobre o que realmente queria.

Até que, depois de muitas conversas, eu finalmente disse sim.

Não porque ele me acolheu quando perdi tudo. Não porque precisava de sua proteção ou porque o conselho queria uma esposa para o chefe da organização. Aceitei porque estava começando a amá-lo e queria descobrir como seria construir uma vida ao lado dele.

Escolhemos a data juntos. Gregório cuidou de boa parte da organização, mas fez questão de me consultar sobre tudo. E agora, faltando apenas dois dias, estávamos resolvendo os últimos detalhes.

Nossa primeira parada foi uma degustação em um casarão discreto em Westchester, nos arredores de Nova York. Por fora, o lugar parecia uma residência antiga e elegante. Por dentro, havia uma cozinha profissional e uma equipe de chefs que mais pareciam artistas.

Fomos recebidos por uma senhora chamada Marta, que abriu um sorriso assim que nos viu.

Marta: — Senhor Hackman! Senhorita Ava! Preparados para provar o que será servido no grande dia?

Ava: — Um pouco nervosa, mas preparada.

Gregório: — Ava está levando essa degustação mais a sério do que a cerimônia.

Ava: — Claro! Se a comida for ruim, os convidados vão lembrar disso pra sempre.

Gregório sorriu de canto, parecendo achar divertido me provocar.

Sentamos à mesa e logo começaram a trazer as entradas. Mini tartares, saladas com toque cítrico e um pão de fermentação natural que praticamente derretia na boca. Depois vieram os pratos principais: risoto de limão-siciliano com camarão, filé ao molho de vinho e ravióli de queijo de cabra com manteiga de sálvia.

Gregório: — Algum preferido?

Ava: — Todos. Acho que quero me casar com o risoto.

Gregório: — Vai ter que escolher. Você já aceitou se casar comigo.

Ava: — Ainda faltam dois dias. Dá tempo de mudar de ideia.

Ele ergueu uma sobrancelha, e eu comecei a rir.

A sobremesa chegou pouco depois. Mousse de frutas vermelhas, mil-folhas de doce de leite e uma esfera de chocolate que derretia quando a calda quente de baunilha era despejada por cima.

Ava: — Isso não é comida. Isso é feitiçaria.

Marta riu, acompanhada por Gregório, que parecia mais interessado nas minhas reações do que nos pratos.

Gregório: — Escolhe, amor. A festa é nossa.

Ava: — Então… o risoto, o filé e a esfera mágica. Pode ser?

Gregório: — Fechado.

Depois de acertarmos os últimos detalhes com Marta, seguimos para o local da cerimônia. Era outra propriedade histórica restaurada, a poucos minutos dali. Gregório havia me mostrado algumas fotografias, mas seria a primeira vez que eu veria a decoração praticamente pronta.

Quando o portão se abriu, perdi o fôlego.

Era uma construção imponente, em estilo europeu, com colunas altas e janelas arqueadas. Um jardim imenso se estendia até os fundos, onde um altar de vidro havia sido montado com vista para um pequeno lago. Cadeiras brancas estavam perfeitamente alinhadas, cercadas por arranjos de flores em tons de champanhe e verde-claro.

Tudo era elegante, delicado e absurdamente bonito.

Ava: — Meu Deus…

Gregório: — Gostou?

Ava: — Gregório, isso parece um cenário de filme.

Ele sorriu e segurou minha mão.

Gregório: — Então vem conhecer o lugar onde vamos nos casar.

Caminhamos até o altar. Eu pisava devagar, observando cada detalhe. Havia algo emocionante e assustador em estar diante de outro altar, sabendo que, em apenas dois dias, caminharia em direção ao homem que havia escolhido para ser meu marido.

Gregório parou diante de mim e segurou minhas duas mãos.

Gregório: — Vai ser aqui. Quando você entrar, todos vão levantar. E quando chegar até mim, eu vou estar esperando.

Engoli o choro. Era uma promessa simples, mas, depois de tudo que aconteceu com Brian, significava muito.

Ava: — Você sabe que ainda tenho medo, né?

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