Entrar Via

A Morte dele Chega Antes do Divórcio? romance Capítulo 99

As ações do Grupo Rodrigues finalmente se estabilizaram.

A empresa de Estefânia estava prestes a entrar em recesso de fim de ano e, nesses dias, ela esteve muito ocupada.

Beatriz entregou o último documento para ela e disse: “Senhora, depois de assinar este documento, também entraremos em recesso. A senhora já tem algum plano?”

Estefânia assinou seu nome com elegância.

Em seguida, devolveu o documento para Beatriz.

“Pretendo passar um tempo com a família.” Na vida passada, o tempo de convívio fora escasso.

“Entendi.” Beatriz guardou o documento. “Senhora, então vou organizar minhas coisas para ir embora. Desejo-lhe um Feliz Ano Novo.”

“Feliz Ano Novo.”

As pessoas da empresa já haviam saído.

Estefânia permaneceu sozinha em sua cadeira, olhando distraidamente a noite escura pela janela.

Pensamentos tumultuados a invadiram.

Ela desejava que sua alvorada chegasse logo.

Ao sair da empresa.

Já era por volta de oito ou nove horas da noite.

Na vida passada, quando ainda vivia em harmonia com Péricles, ele não permitia que ela ficasse até tarde no trabalho.

Se realmente houvesse alguma urgência que exigisse horas extras,

ele sempre chegava cedo à empresa para esperá-la, para que voltassem juntos para casa à noite.

Ele dizia que não ficava tranquilo.

E agora?

Sentiu uma tristeza amarga, aquela sensação de que certas lembranças não podiam ser revisitadas.

Apertou o casaco ao redor do corpo e saiu do prédio da empresa, preparando-se para pegar o carro.

O vento levantou seus longos cabelos.

Ela sentiu um calafrio nas costas.

Instintivamente, apressou o passo.

“Hmm…”

Um pano embebido com clorofórmio cobriu sua boca e nariz.

Não teve sequer chance de pedir socorro.

Foi erguida e jogada dentro de uma van sem placas.

Quando Estefânia acordou,

percebeu que estava em uma fábrica abandonada.

O cheiro forte de óleo de máquina impregnava o ambiente, e uma prensa emitia um som surdo, como se pudesse partir alguém ao meio.

Se ele aceitasse terminar, ela não exigiria nada, nem mesmo convenceria o pai dela a compensá-lo pelas supostas perdas.

Por quê?

O coração de Estefânia esfriou.

Na vida passada, aquela cena desesperadora voltou a se repetir diante de seus olhos.

Desde o início, ele só pensava em vê-la morta.

Estefânia sorriu.

Os olhos se encheram de lágrimas tristes. “Daniela, por que eu deveria acreditar em você?”

“Não importa se acredita ou não.” Daniela fez um gesto com o dedo. Aproximou-se um homem de preto, deixando à mostra apenas os olhos. “Faça-a dormir mais um pouco.”

O mesmo pano cobriu novamente a boca e o nariz de Estefânia.

Em instantes, ela perdeu a consciência.

O homem de preto tirou o capuz, olhou para a mulher inconsciente e, nervoso, perguntou: “Senhorita, é ela mesma. Eu a conheço, ela é muito boa pessoa. Por que, tem algum problema entre vocês?”

Daniela ficou com o semblante fechado.

Ela queria ver Estefânia morta, depois Péricles. Queria que pagassem pela morte de Henrique.

“Horácio, você ainda se lembra de como Henrique morreu?”

Horácio, é claro, se lembrava.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A Morte dele Chega Antes do Divórcio?