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A Morte dele Chega Antes do Divórcio? romance Capítulo 97

Depois de retornar à Morada das Vinhas, Estefânia tomou banho e se preparou para dormir.

O ocorrido daquele dia, deixando Péricles de lado, fez com que sentisse uma certa culpa em relação a Leonel.

Pensou muito sobre o assunto.

No fim, resolveu enviar uma mensagem para Leonel: “Dr. Carneiro, hoje, não foi minha intenção desmarcar o compromisso.”

A resposta dele chegou imediatamente.

“Já chegou em casa?”

Estefânia continuou digitando: “Sim, só queria te explicar, tenho receio de que interprete mal.”

“Não vou interpretar.”

“Ah, então descanse cedo também.”

“Boa noite.”

Foram poucas palavras, mas Estefânia ficou com um sentimento de desconforto.

Enquanto adormecia, meio sonolenta, ouviu o som de alguém entrando pela porta.

Péricles voltou mais cedo do que ela imaginava.

Com preguiça, ela apenas virou-se para o outro lado e continuou tentando dormir.

Ouviu o ruído das roupas sendo retiradas.

Em seguida, sentiu o colchão ao lado afundar, a cintura sendo envolvida por um braço, e logo em seguida o corpo foi virado, caindo nos braços dele.

“O que você está fazendo? Já está tarde, não pode deixar os outros descansarem?” Estefânia o empurrou.

Ele segurou o pulso dela, levantou acima da cabeça e prendeu, dizendo: “Vamos fazer.”

“Fazer o quê?”

“O que você acha?” Ele não gostava que ela fingisse ignorância nesse assunto, pois ela já o rejeitara muitas vezes.

Abaixou-se e mordeu o pescoço dela: “O que um casal pode fazer? Vida sexual.”

Estefânia arregalou os olhos.

Recusou de má vontade: “Estou no meu ciclo.”

“Não acredito.” Ele passou a mão para conferir.

Estefânia quase pulou da cama de susto: “Péricles, será que você consegue ser ainda mais sem vergonha?”

“Nem pense em me recusar, isto é sua obrigação.” Ele percebeu o desprezo nos olhos dela e acrescentou: “Três meses estão quase se completando. Se quiser se divorciar sem pagar aqueles trinta bilhões, ou até levar algumas ações minhas, vai depender do seu comportamento. Ou pode preferir sair em pé de guerra, a escolha é sua.”

O coração de Estefânia se encheu de desespero.

Péricles estava cada vez mais desprezível.

Ela o fitou, em silêncio.

Ele tampouco demonstrou piedade.

Forçou-a na cama uma vez, depois ainda a levou para a banheira, onde repetiu o ato.

Talvez Leonel o tivesse provocado.

E agora?

O que restava, além da estranheza e distância?

Talvez só o ódio.

Mas... quando começou o ódio?

“Estefânia.” Ele a chamou com doçura, buscando os lábios dela para um beijo.

Ela não recusou, segurou o rosto dele e retribuiu o beijo.

A noite mergulhou em prazer.

Meio adormecida, ouviu-o sussurrar ao ouvido: “Estefânia, eu realmente te amo...”

As palavras soaram irreais.

Provavelmente era um sonho.

......

Na manhã seguinte.

Estefânia escolheu, entre as roupas do armário, o conjunto mais luxuoso e imponente. Aquela roupa a envelhecia em pelo menos dez anos, mas transmitia toda a sofisticação, símbolo da posição de Sra. Rodrigues.

Péricles vestiu um terno azul-marinho escuro.

A gravata-borboleta e os abotoados foram presentes que Estefânia lhe dera no passado.

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