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A Morte dele Chega Antes do Divórcio? romance Capítulo 92

Enquanto Daniela estivesse presente, ele perdia completamente a razão.

Assim que chegava em casa, ele assumia uma outra postura, como se fosse outra pessoa.

Na vida passada, ele não apresentava essa duplicidade.

Porém, agora ela já não era mais uma criança, que se deixava enganar com um simples doce ao longo do dia.

“Eu não aceito.”

“Então, o que é preciso para que aceite?” Ele a segurava firmemente pela cintura, impedindo sua fuga. “Três milhões não é pouco, Estefânia. Me diga, durante todos esses anos de casamento, alguma vez te tratei mal? A família Rodrigues te tratou mal? Não seja gananciosa.”

Estefânia achou aquilo ridículo.

Aquele ar de superioridade dele a enojava profundamente.

“Não fui a única que você nunca prejudicou.” Ela tentou se desvencilhar mais uma vez. “Péricles, errar tem consequências, e você...”

Ela não conseguiu terminar a frase, pois teve os lábios abruptamente tomados por um beijo.

Seus olhos se arregalaram, demorando um instante para reagir.

Ele não a beijou por muito tempo, foi só de passagem.

“Discussão de casal se resolve na cama. Pare de fazer birra, está bem?”

O sorriso no canto dos olhos dele trazia um tom de ironia que deixava Estefânia ainda mais desconfortável.

Ela levantou a mão e lhe deu um tapa no rosto. “Péricles, estou te avisando, não me beije sem minha permissão. Acho nojento.”

Péricles ficou atônito com o tapa.

Olhou para ela, surpreso e chocado. “Está viciada em me bater, é isso?”

“Você não merece apanhar?” Ela agora se sentia ofendida. “Péricles, não tente usar esse tipo de intimidade para amenizar a sua traição e humilhação. Você não vale tanto assim.”

O temperamento de Estefânia fez com que Péricles perdesse a compostura.

Ele não queria de fato brigar com Estefânia.

“Você realmente não pretende me perdoar? Insiste nas ações? Quando foi que você ficou tão gananciosa? Faltou dinheiro para você? Ou deixei de te dar liberdade?”

“Péricles, estamos nos divorciando, não vamos falar de sentimentos, está bem?” Ela não queria ouvir nada, empurrou o homem com força. “Você me deu dinheiro, mas também deu para outras mulheres? Pode usar dinheiro para agradar qualquer uma. Eu já não preciso mais disso.”

Estefânia estendeu a mão para pegar o celular que estava sobre a mesa.

Ao tentar pegar, o aparelho escorregou e caiu sobre o corpo de Péricles.

A tela, ainda desbloqueada, mostrava a conversa dela com Leonel.

Com dificuldade.

De repente, seu corpo foi erguido e ela acabou jogada sobre o ombro dele.

“Péricles, o que pensa que está fazendo? Me põe no chão!”

Ele a lançou com força sobre a cama.

E, sem se importar, deitou-se por cima dela.

Seus dedos fortes apertaram o queixo dela, enquanto perguntava com dureza: “Agora entendi porque você insiste tanto nas ações do Grupo Rodrigues. Quer pegar meu dinheiro e fugir com Leonel, viver uma vida de liberdade, não é isso?”

Estefânia não fazia ideia de onde Péricles tirava aquelas suposições.

Era só uma troca de mensagens.

Mesmo assim, ele explodiu em raiva.

Ele podia fazer o que quisesse, mas ela não podia nem ter contato normal com outra pessoa.

A força dele a machucava, fez com que ela franzisse a testa. “Você pode ter amantes, mas eu não posso? Péricles, o mundo é justo: você me traiu, agora aguente que eu te traia.”

“Você...” Ele levantou a mão, pronto para bater.

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