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A Morte dele Chega Antes do Divórcio? romance Capítulo 81

“Dr. Carneiro, aceitei, só peço que a doença da minha mãe melhore.”

Quando Péricles não era a única opção, ela não depositava suas esperanças em alguém que não demonstrava preocupação com sua família.

Já que havia feito sua escolha, não se arrependeria.

Fernanda olhou para Leonel.

No entanto, o olhar dele estava cheio de compaixão, pousando no perfil de Estefânia.

Fernanda compreendeu em silêncio.

“Está bem.”

Após definir com Fernanda o tratamento de sua mãe,

Estefânia retornou para casa.

Assim que entrou, Gabriela veio ao seu encontro. “Senhora, a senhora voltou? O senhor ele...”

Gabriela hesitou, como se quisesse dizer algo.

Estefânia também não tinha interesse em saber.

Respondeu friamente: “Ele faz o que quiser.”

Trocou de sapatos e caminhou para dentro. Gabriela, cautelosa, voltou a chamá-la: “Senhora, a Sra. Ribeiro também está aqui.”

De repente, do andar de cima, ouviu-se o som de algo se quebrando.

Gabriela apressou-se em completar: “O pai e a mãe do senhor também estão aqui.”

Estefânia: ... Todos estão?

Ela só pretendia voltar para casa para trocar de roupa e pegar algumas peças antes de retornar ao hospital.

Não esperava encontrar a casa tão movimentada.

“Entendi.”

Estefânia subiu as escadas.

O escritório, de decoração rústica, estava com a porta aberta.

Ouviam-se os soluços baixos de Daniela, as palavras de Miguel cheias de raiva e contenção, e, ocasionalmente, algumas ironias de Mariana.

Curiosamente, não ouviu a voz de Péricles.

Estando a uma distância nem tão próxima nem tão distante, Estefânia não sabia se deveria ou não participar da situação.

Após uma breve hesitação, virou-se e retornou ao seu quarto.

Seu coração estava tranquilo.

Sentia, inclusive, que Miguel estava desperdiçando seus esforços.

Péricles e Daniela estavam destinados a ficar juntos.

Na vida anterior, eles não chegaram a ter filhos.

Agora que Daniela estava grávida, conhecendo o caráter de Péricles, certamente ele não permitiria que essa criança fosse considerada ilegítima.

O divórcio era inevitável.

O processo, porém, era exaustivo.

Gabriela bateu à porta e falou em voz baixa: “Senhora, o pai do senhor está pedindo que a senhora vá até o escritório.”

Ela olhou para Péricles com um olhar suplicante.

Como uma flor branca trêmula sob a tempestade.

Totalmente vulnerável.

Estefânia não pôde deixar de lançar um olhar para Péricles.

O coração dele certamente estava despedaçado.

“Caio, cuide bem dela.” Péricles disse.

Caio assentiu, como se já tivesse algum acordo prévio com Péricles.

Levou Daniela embora.

Miguel disse algumas palavras de cortesia e saiu acompanhado de Mariana.

O escritório, que momentos antes estava cheio de gente, de repente ficou vazio e silencioso.

O semblante de Péricles demonstrava clara insatisfação.

Acendeu um cigarro, levou-o à boca e, enquanto acendia, disse: “Precisava chegar a esse ponto? Está se sentindo satisfeita agora?”

Estefânia sentiu-se irritada ao ouvir aquilo.

Ele estava a culpando?

O que isso tinha a ver com ela?

“Se está insatisfeito, pode ir conversar de novo com o pai. Se ainda não for suficiente, pode procurar o avô. Não precisa, de forma alguma, tentar se afirmar às minhas custas.”

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