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A Morte dele Chega Antes do Divórcio? romance Capítulo 193

Flávia apenas concordou.

Ela pegou o guarda-chuva e saiu para fora.

Os jovens tinham saúde, mas ficar tomando chuva daquela forma não era aceitável.

“Sr. Rodrigues, é melhor o senhor se levantar e se abrigar da chuva primeiro. Essas situações precisam ser resolvidas com calma, não se apresse.”

Flávia estendeu o guarda-chuva para Péricles.

Ele continuou sem aceitar.

As gotas de água caíam de seus cabelos no chão, o terno preto estava completamente encharcado, o piso de cimento gelado e cortante. Nesta estação, a chuva era realmente prejudicial.

“Sr. Rodrigues?”

“Sr. Rodrigues, seja qual for o problema, converse com a senhorita com calma. Não é bom se maltratar assim.”

“Sr. Rodrigues?”

Péricles não deu atenção a Flávia.

Sem alternativa, Flávia recolheu o guarda-chuva.

“Esse Sr. Rodrigues, nem fala nada, nem aceita o guarda-chuva...” Flávia balançou a cabeça desapontada.

Helder suspirou suavemente, com uma tempestade de sentimentos no coração.

A perda do filho e da esposa, como não sentiria ódio?

Mas não podia perder a razão.

Péricles era o único herdeiro da família Rodrigues.

Se algo acontecesse com ele em sua casa, ele e a filha não teriam mais paz.

“Estefânia,” ele olhou para a filha, o olhar cheio de impotência, “por que você não vai falar com ele? Se não houver jeito, só nos resta pedir para alguém da família Rodrigues vir buscá-lo.”

Estefânia compreendia perfeitamente a preocupação do pai.

Ela pousou a colher.

“Entendi.”

Helder subiu para o andar de cima, deixando Estefânia sentada sozinha na parte de baixo da casa. No silêncio, só se ouvia a chuva ficando mais intensa.

O vento, impiedoso,

espalhava a chuva de forma desordenada, assim como seus pensamentos naquele momento: impossíveis de cortar, difíceis de organizar.

……

Ela ergueu o olhar.

Estefânia estava diante dele.

Nicolas, alto, segurava o guarda-chuva para ela. A mulher olhou para baixo, sua voz era fria: “Péricles, não pense que tomar uma chuva vai mudar alguma coisa. A relação entre nós já está definida. Cada um seguindo seu caminho é a melhor forma de nos libertarmos.”

Ele levantou o rosto para ela, sem saber se em seu rosto havia chuva ou lágrimas; estava abatido, desolado.

O ar estava úmido e frio.

Seu corpo tremia.

Bernardo foi acordado.

Saiu de pijama e perguntou o que estava acontecendo.

Miguel franziu a testa e disse: “Péricles foi para a Suíça, está ajoelhado no jardim da família Moreira, tomando chuva. A família Moreira está com medo de que algo aconteça e pediu que a gente vá buscá-lo.”

Enquanto falava, demonstrava sua irritação pela falta de atitude do filho.

Era apenas uma mulher.

Não era de família tão notável, no máximo tinha algumas relações entre famílias tradicionais. Se separaram, cada um que procurasse outro parceiro.

Esse escândalo só serviu para envergonhar a família Rodrigues.

“E o Caio? Não foi com ele?” Bernardo perguntou.

“Não sei.”

“Ligue para o Caio.”

Miguel, na frente de Bernardo, telefonou para Caio.

Naquele momento, Caio já estava no jardim da família Moreira.

“Pode ficar tranquilo, vou levar o Sr. Rodrigues de volta em segurança.” Ele já vinha tentando convencer Péricles há algum tempo.

Mas Péricles não dava ouvidos.

Continuava ajoelhado ali, imóvel.

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