“Vou esperar por você.” Ela falou de maneira suave, tranquila e delicada.
“Hoje tive muitos compromissos.” Ele se aproximou dela com um tom de desculpas, envolvendo-a em seus braços. “Mas não bebi nada e quase não fumei.”
“Péricles, seu aniversário está chegando, não é?” A mão delicada dela acariciou suavemente o rosto bonito dele, e o ar entre os dois se encheu de ternura. “O que você gostaria de ganhar?”
O melhor presente para ele seria que ela voltasse a amá-lo.
Infelizmente, entre eles, mesmo a intimidade de um abraço era rara e preciosa.
O amor precisava de gestos íntimos.
“Estefânia, eu só quero você, quero que fique ao meu lado para sempre.”
Ele a apertou contra o peito, tomou seus lábios e a beijou com intensidade e paixão.
Ela não o recusou. Suas mãos repousaram nos ombros dele, como uma resposta tímida.
Sentindo-se encorajado, ele segurou sua cintura, não permitindo que ela se afastasse nem um centímetro.
“Estefânia, vamos ser felizes juntos, está bem? Vamos envelhecer juntos, ter filhos, ficar juntos por toda a vida, sim?”
A mulher sorriu.
Amou com todas as forças, mas saiu marcada por cicatrizes.
Seus olhos estavam cheios de lágrimas.
Para sempre?
Não. Eles já haviam terminado tudo na vida passada.
Ela tinha esperança de, nesta vida, viver com alma.
Mas continuava vivendo como um corpo sem vida.
“Péricles, ainda teremos um futuro juntos?”
“Como não teríamos?” Ele segurou o rosto dela com carinho, olhando como se segurasse joias preciosas. “Ainda teremos muitos e muitos anos, como antes. Eu trabalho para ganhar dinheiro, você cuida da beleza e do charme.”
Desde o início, ele sempre foi devotado a Estefânia.
Estaria disposto a viver assim por toda a vida.
Ela sorriu.
Aquela resposta já não existia mais.
Estefânia pensou um pouco. “Na área comercial da Avenida da Praça.”
“O Grupo Rodrigues tem alguns pontos comerciais naquela região. Dê uma olhada, se gostar de algum, pode usar.”
Estefânia balançou a cabeça. “Os pontos do Grupo Rodrigues são bem localizados, mas pertencem ao grupo, não a você nem a mim. O contrato e o valor do aluguel... Vou procurar mais um pouco.”
“Vou pedir para o Caio preparar um contrato e transferir o ponto comercial que você escolher diretamente para o seu nome.”
Ele aceitava fazer qualquer coisa por ela.
Desde que ela permanecesse feliz ao seu lado.
Estefânia sorriu. “Será que isso não é exagero?”
“Vai ser formalidade entre marido e esposa agora?” Ele segurou sua cintura e beijou seu pescoço. “Vou pedir para o Caio entrar em contato com você. Quando o contrato estiver pronto, leia com calma e depois venha assinar comigo.”
“Obrigada, meu bem.” Estefânia ficou na ponta dos pés e beijou o rosto de Péricles.
Uma sensação esquecida há muito tempo voltou ao seu coração.
Ele a abraçou mais forte, quase querendo fundi-la ao próprio corpo. “Estefânia, estamos tão bem assim. Estou cada dia mais apaixonado por você.”

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