Ao mesmo tempo.
Do outro lado, Péricles também recebeu a notícia do acidente de Horácio.
Ele permaneceu em silêncio por um longo tempo.
Caio perguntou de forma cautelosa: “Sr. Rodrigues, o senhor acha que a senhora foi longe demais desta vez?”
“Horácio sofreu o acidente sozinho, o que isso tem a ver com ela?”
“É verdade, mas Daniela pode acabar culpando a senhora por isso, e se...” Caio demonstrou preocupação.
Péricles acendeu um cigarro, levou-o aos lábios e tragou levemente. “Eu a mantenho por perto porque ainda é útil para mim. Se ela realmente insistir em se autodestruir, não vejo problema em mandá-la embora.”
“Agora que Horácio morreu, se Daniela fizer algo mais... Sr. Rodrigues, e quanto à questão da Noruega...”
Ele sabia muito bem o motivo pelo qual Péricles ainda mantinha Daniela por perto.
Enquanto o medicamento para o tratamento não estivesse disponível, apenas ela conseguia prolongar a vida daquele lado.
Daniela não podia morrer.
De jeito nenhum.
Mas, pelo que parecia, Péricles também estava chegando ao limite da sua paciência com ela.
“Sr. Rodrigues, pensei em uma solução.”
Péricles ergueu as pálpebras. “Diga.”
......
Os enjoos de Estefânia estavam ficando cada vez mais intensos.
Normalmente, quando Péricles estava em casa, ela tentava segurar.
Quando não conseguia, corria para o quarto de hóspedes, que ninguém usava, trancava a porta e vomitava ali.
Péricles era distraído, mas Gabriela, sendo mulher, percebeu.
Em uma ocasião em que Péricles não estava em casa, Gabriela perguntou discretamente a Estefânia: “Senhora, você tem vomitado com frequência ultimamente. Já foi ao hospital ver isso? Ficar vomitando assim não é solução.”
“Não é nada, vou melhorar em alguns dias.” Ela estava abatida, com pouca energia.
Aos olhos de Gabriela, sua suspeita só se confirmou. “Senhora, você está... grávida?”
Estefânia ficou surpresa.
No fim, não conseguiu esconder de Gabriela.
“De fato, estou.”
“E o senhor sabe?” Gabriela ficou nervosa.
Estefânia balançou a cabeça. “Não quero que ele saiba. Gabriela, por favor, não conte a ele ainda. Me ajude a manter esse segredo, pode ser?”
“Senhora, a senhora realmente pretende deixar o senhor?”
“Sim, Gabriela.” O dia da partida se aproximava cada vez mais. “Eu também preciso ter minha própria vida. Não quero gastar meus dias com alguém que não vale a pena, não é mesmo?”
Gabriela assentiu, compreendendo profundamente.
Ela também desejava que Estefânia tivesse uma vida feliz.
“Entendi, senhora. Vou preparar um mingau que ajuda a aliviar os enjoos, assim espero que o bebê cresça saudável dentro de você.”
Estefânia sorriu. “Obrigada, Gabriela.”
......
Estefânia estabeleceu para si mesma um prazo de três meses.
Precisava encerrar o relacionamento com Péricles e partir para longe.
Queria encontrar-se com Leonel.
Parecia que só se lembrava dele quando precisava de ajuda.
Mas, de fato, precisava que ele redigisse um acordo de divórcio para ela.
Estefânia marcou com Leonel em um restaurante famoso de chá da tarde.

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