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A Morte dele Chega Antes do Divórcio? romance Capítulo 139

De manhã cedo.

O detetive particular enviou outra mensagem para Estefânia.

Durante o período em que Daniela ficou internada, além de Rosana ter ido uma vez, quem mais visitou foi Horácio.

Realmente, era difícil para esses irmãos.

Sempre passavam a impressão de dependerem um do outro para sobreviver.

Já que eles se apoiavam mutuamente.

Estefânia decidiu destruir esse apoio.

Ela se espreguiçou.

De repente, a porta do banheiro se abriu.

Péricles saiu de lá de dentro.

Estefânia levou um susto. “Você... não foi para a empresa?”

“Hoje é domingo, vamos juntos para Morada das Vinhas.” Ele enxugou o cabelo, falando com gentileza para Estefânia. “O vovô tem falado muito de você ultimamente, está preocupado com seu estado de espírito. Se voltarmos para lá, ele vai ficar mais tranquilo.”

Se Estefânia não fosse, pareceria que ela era mal-educada.

Se fosse, quem sofreria seria ela mesma.

Ela ficou em silêncio.

Ficou encarando o vazio, perdida em pensamentos.

Péricles então se inclinou e encostou seu nariz no dela, brincando: “Estou falando com você, por que já está viajando?”

“Hoje, na verdade, tenho outro compromisso.” Ela tentou arranjar uma desculpa para sair da situação. “Já combinei com Giselda faz tempo, vamos fazer trilha hoje. Ela anda ocupada, é raro conseguirmos nos encontrar.”

O rosto do homem ficou um pouco fechado.

Ele não gostava quando Estefânia o rejeitava.

Ela recorreu então ao seu truque habitual, falando baixinho e com doçura: “Será que você poderia avisar ao vovô que vou visitá-lo na próxima semana? Assim ele também fica tranquilo, para não se preocupar tanto comigo, está bem, meu bem? Você é o melhor marido do mundo...”

Quando Estefânia fazia charme.

Péricles ficava completamente rendido; mesmo o que ele não queria concordar, acabava aceitando. “Se já tinham combinado antes, eu aviso ao vovô. Para onde vocês vão fazer trilha?”

“Vamos primeiro subir o Lago Espelho do Céu, depois vamos tomar um café no topo, no Café Neve, e quando descermos, vamos para o SPA. O dia está bem cheio.”

Estefânia inventou tudo isso na hora.

Só então Estefânia saiu.

Ela dirigiu, ligou para Beatriz enquanto estava no caminho, e foi ao estúdio esperar por ela.

“Beatriz, tenho uma coisa muito importante, preciso da sua ajuda.” Estefânia demonstrou total confiança em Beatriz. “Não consigo confiar essa tarefa a mais ninguém, só a você.”

Beatriz, ao perceber que receberia uma grande responsabilidade, imediatamente endireitou a postura. “Diga, chefe, estou à disposição. Não precisa formalidades comigo.”

“Ainda lembra da Daniela?”

Beatriz assentiu; aquela falsa, será que ia aprontar de novo?

“Chefe, ela ainda está atrapalhando sua vida com o Sr. Rodrigues?” Só de falar nela, Beatriz já ficava indignada. “Sinceramente, chefe, não entendo como os homens gostam desse tipo de mulher, toda fingida e falsa. Será que eles têm algum problema na cabeça?”

Afinal, Péricles não estava presente.

Ela sentiu que podia xingá-lo um pouco em nome da chefe, era justo.

Estefânia sorriu. “Homem que se deixa seduzir tão fácil assim não vale tanta coisa, não me importo tanto...”

Seu rosto ficou mais sério pouco a pouco. “...Mas ela foi calculista, causou a morte do meu irmão, isso agravou a doença da minha mãe, que também faleceu. Eu nunca vou perdoá-la.”

Beatriz tinha ouvido falar desse assunto recentemente.

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