Ela sorriu serenamente e disse: “Gosto, sim.”
O homem se emocionou um pouco.
Levantou-se e deu a volta, posicionando-se atrás dela. “Então, vou colocar para você.”
“Tudo bem.”
Seus gestos foram extremamente cuidadosos e gentis.
O brinco de diamante rosa combinou perfeitamente com a pele clara dela, realçando ainda mais sua elegância.
Ele quis beijá-la.
Ela se esquivou habilmente. “Na verdade, estou ficando com fome.”
“Então... vamos jantar primeiro.” Embora um pouco decepcionado, ele não se importou e não tinha pressa.
Estefânia tomou algumas taças de vinho tinto.
Seu rosto delicado foi se tornando ruborizado, com um ar de leve indolência, e Péricles, sem saber o porquê, sentiu de repente uma vontade imensa de se declarar.
“Estefânia, casar com você nesta vida me faz sentir verdadeiramente feliz.” Ele segurou a mão delicada dela, acariciando-a nas palmas das mãos. “Mesmo que você goste de fazer birra, seja ciumenta, ou imagine coisas, nada disso diminui o amor que sinto por você.”
Estefânia olhou para ele calmamente.
Ela estava um pouco embriagada, mas não era ingênua.
Entre sinceridade e falsidade, ainda sabia distinguir.
“Péricles, você sentiria felicidade ao se casar com qualquer mulher.” Ela sorriu, com uma leve covinha nos lábios, encantando.
“Claro que não. Desde muito jovem, já gostava de você.”
Ele achou que dizia isso como um charme.
Aos ouvidos de Estefânia, porém, soou totalmente falso.
“Não diga isso. Sua primeira paixão não fui eu. Durante os sete anos em que me perseguiu, você também nunca cortou totalmente com suas ex-namoradas, não foi?”
Na vida passada, ela não mencionava esses assuntos.
Era porque vivia o presente.
Não porque ignorava tudo.
Péricles ficou um pouco constrangido. “Na juventude, fui imaturo, realmente tive alguns relacionamentos sem importância, mas não pode negar que a que mais amei foi você. Caso contrário, não teria me casado com você.”
Ela sorriu para ele, demonstrando indiferença, e ergueu a taça. “Obrigada.”
Ele olhou para a mulher diante de si.
De repente, sentiu-se estranho.
Encontrou Leonel, que também estava indo jantar.
Ao lado de Leonel, havia uma jovem que Estefânia reconheceu: era filha do dono da Maravilha Azul Papel e Celulose — Noelia Sousa.
Péricles enfraqueceu a família Carneiro.
Isso deixou a família Carneiro abalada e, por isso, escolheram uma aliança com a família Sousa, o que era uma decisão acertada.
Ela podia compreender a escolha de Leonel.
Só sentia um pouco de pena por Giselda.
“Que coincidência, Dr. Carneiro.” Péricles foi o primeiro a cumprimentar.
Leonel levantou os olhos para Estefânia, mas apenas por um segundo. Logo desviou o olhar e se fixou em Péricles. “É mesmo, uma grande coincidência.”
“E esta é...” Péricles propositalmente voltou o olhar para Noelia. “... Se não me engano, você é filha de Rodrigo Sousa, não é?”
Noelia ficou surpresa por Péricles tê-la reconhecido.
Ela sorriu amável. “Sr. Sousa tem mesmo boa memória; eu sou Noelia.”
A jovem estendeu a mão para Péricles.
Péricles sorriu de leve e disse de modo reservado: “Dr. Carneiro está presente, então prefiro não apertar sua mão, para não causar ciúmes nele.”

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