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A Morte dele Chega Antes do Divórcio? romance Capítulo 126

Afinal, poucas pessoas conseguiam suportar a situação de serem possuídas por vários homens fortes, um após o outro, diante da foto do amante falecido.

Era um tipo de estímulo extremo.

Como homem, Caio também sentiu certo pesar.

Ao pensar nas coisas cruéis e impiedosas que ela havia feito, não conseguia sentir muita pena dela.

Pelo menos, agora, ela ainda estava viva.

Caio se aproximou, amarrou os pulsos dela com uma corda e, como se arrastasse um pano velho, puxou-a do quarto até a sala.

Daniela, ao ver Estefânia, teve sua mente caótica clareada em grande parte.

“Estefânia, seu irmão morreu, sua mãe também morreu, e sua família toda está quase acabando.” Ela arregalou os olhos avermelhados, com uma expressão exagerada e distorcida, sorrindo de forma perversa. “Logo você também vai morrer. Quando você morrer, quem vai ficar mais feliz serei eu…”

O rosto de Daniela parecia o de um espírito vingativo, com um sorriso cruel e venenoso no canto da boca.

Estefânia mal conseguiu se conter para não lhe dar um tapa.

“Daniela, este tapa foi por Marcelo.” Estefânia bateu forte, acertando o rosto de Daniela de lado, e logo em seguida deu outro tapa. “Este é pela minha mãe.”

“Caio, por favor, segure-a.”

A voz de Estefânia soava calma e controlada, sem qualquer emoção.

Para lidar com uma mulher como Daniela, apenas dois tapas não faziam justiça às vidas perdidas.

Daniela riu ainda mais insana.

Ela já não se importava mais com o que os outros faziam com ela.

Não conseguira matar Péricles, nem Estefânia, mas matou Marcelo e ainda mandou Adriana para o mesmo destino. No fim, ela considerava um saldo positivo.

“Bata, pode bater até me matar, eles não vão voltar, e você, viva, vai sofrer eternamente. Isso já basta.”

“Estefânia, eu sei que você me odeia, mas não é Péricles quem você deveria odiar mais? Se não fosse por ele, sua família teria passado por tudo isso?”

“Ele é o verdadeiro culpado, o assassino da sua família, ele é quem você deveria vingar.”

Daniela olhou para Péricles, sorrindo.

O semblante do homem parecia traçado com tinta escura.

Os últimos raios do pôr do sol entraram na sala.

Tingiram de vermelho metade do corpo de Estefânia.

Estefânia pegou uma fita adesiva e enrolou a boca de Daniela, uma volta não foi suficiente, então deu duas, vedando completamente a boca dela.

Assim, Daniela não conseguiria cuspir nada.

Daniela já não podia falar, apenas murmurava.

“...Daniela, você não deveria, não deveria ter aparecido em nosso mundo, muito menos se envolvido com minha família. Eles morreram por sua causa, você acha que ainda pode sobreviver?”

“Por que, quando eu deixei vocês irem, vocês não quiseram me deixar em paz? Por quê?”

Por que a fizeram passar por tanto sofrimento?

Quem deveria morrer era ela, e também ele.

Após alguns minutos.

Daniela se contorcia de dor como um peixe sobre a tábua, virando de um lado para o outro.

Era impossível contê-la.

Caio, pálido, não conseguiu se conter e perguntou: “Senhora, que remédio foi esse que a senhora deu para ela?”

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