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A Morte dele Chega Antes do Divórcio? romance Capítulo 112

Os irmãos se ajoelharam juntos, batendo a cabeça no chão em sinal de respeito. “Obrigado, papai, mamãe.”

Adriana sorriu satisfeita.

No entanto, havia em seu olhar uma tristeza sutil, quase imperceptível.

Ela olhou para Helder.

Os dois, então, voltaram ao quarto para conversar.

“Zhilin, será que devemos contar para Estefânia sobre a verdadeira origem dela?”

Embora estivesse em tratamento naquele momento, ela conhecia bem sua própria doença. Havia tido alguma melhora, mas tornar-se uma pessoa completamente saudável, era algo muito difícil.

Ela suspirou levemente.

Esse era o desejo que tinha antes de morrer.

“Zhilin, eu sei que todos vocês sempre torceram para que eu melhorasse, para que eu vivesse mais, mas esse meu estômago já é um problema antigo. Eu já estava preparada psicologicamente. Nestes dias, fiquei pensando se devo ou não contar para Estefânia que ela... não é nossa filha biológica.”

“Naquela época, assim que nossa filha nasceu, ela faleceu. Foi Deus quem colocou Estefânia em nossas vidas. Ela se parecia muito conosco, até o tipo sanguíneo era igual. Ela realizou o sonho da nossa filha. Todos esses anos, nós a tratamos como nossa, só queríamos vê-la feliz, saudável, vivendo bem a própria vida. Isso já nos basta.”

“Mas, Zhilin, ela tem o direito de saber sobre sua origem. Não podemos ser tão egoístas. Mesmo que seus pais biológicos não a queiram, ela ainda tem o direito de saber o motivo, não tem?”

Adriana apertou com força a mão de Helder.

Ela o olhou com sinceridade.

Helder amava Estefânia ainda mais do que ela.

E temia ainda mais causar dor à filha.

“Mi, isso... que tal esperarmos um pouco? Agora ela está se divorciando do Péricles, passando por dias tão difíceis. Se contarmos isso para ela, tenho medo que... Eu prometo que vou encontrar o momento certo para contar tudo para Estefânia, está bem?”

Adriana assentiu, compreensiva.

Deitou-se suavemente nos braços de Helder. “Zhilin, eu sinto tanto... não poder envelhecer ao seu lado, não poder ver Estefânia tendo filhos. Não vou conseguir viver até o dia em que me torne avó...”

“Não diga isso. Vamos seguir com o tratamento, vai dar tudo certo.” Os olhos de Helder se encheram de lágrimas.

Do lado de fora,

“Vovô, papai e mamãe estão ótimos. Pediram que eu lhe desejasse um bom ano novo.”

Mariana, contrariada, entregou o envelope vermelho para Estefânia. “Estefânia, voltar para a casa dos pais no Ano Novo é algo muito sério. No futuro, pense bem antes de agir, pois não há esse costume na família Rodrigues.”

“Em pleno ano novo, também não é costume repreender a nora.” Bernardo não gostou daquele clima, olhou ao redor e perguntou: “E Péricles? Por que não veio desejar feliz ano novo?”

“Pai, ontem à noite, quando Péricles chegou, ele bebeu demais. Deve estar dormindo ainda. Vou chamá-lo agora.”

Mariana saiu rebolando em direção ao quarto.

Bernardo olhou para Estefânia ajoelhada no chão. “Levante-se. Hoje é o primeiro dia do ano novo. Daqui a pouco, você e Péricles devem ir desejar feliz ano novo aos senhores da família. Não se esqueça da etiqueta.”

“Entendi, vovô.”

Como nora da família Rodrigues, Estefânia compreendia bem a importância de cumprir as formalidades.

Mariana não conseguiu acordar Péricles.

Com expressão de desagrado, dirigiu-se a Estefânia: “Péricles disse para você ir lá. Acorde ele logo, já está tarde. Tem hora para cumprimentar as pessoas no Ano Novo. Se atrasar, é falta de educação.”

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