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A Morte dele Chega Antes do Divórcio? romance Capítulo 103

Leonel recuou o carro novamente.

Depois de estacionar corretamente.

Ele desceu do veículo.

Quanto mais se aproximava do portão principal da fábrica, mais intenso ficava o cheiro de gasolina.

Sem motivo aparente, aquele cheiro de gasolina parecia anormal.

Aproximou-se da entrada com extrema cautela e, espreitando pela fresta...

“Estefânia, você vai morrer...” Daniela, com um isqueiro aceso, preparava-se para jogá-lo sobre Estefânia.

Os olhos de Leonel se arregalaram subitamente.

De repente, empurrou o portão de ferro enferrujado.

“Pare!” gritou ele.

Daniela, surpresa com a chegada de alguém, demonstrou evidente nervosismo. “Leonel? Como você encontrou este lugar? Não se aproxime.”

A chama do isqueiro continuava acesa na ponta dos dedos dela.

Qualquer pequeno movimento em falso.

Acenderia imediatamente a gasolina sobre Estefânia.

“Daniela, acalme-se. Estefânia nunca lhe fez mal algum, por que fazer isso com ela? Abaixe o isqueiro, se tiver alguma condição, pode dizer.”

Leonel aproximava-se lentamente.

Enquanto caminhava, ia desabotoando o casaco.

Daniela olhou para ele com raiva e repreendeu: “Fique onde está, Leonel. Estou avisando, Estefânia precisa morrer. Se quiser morrer com ela, não me oponho.”

“Dr. Carneiro, Daniela enlouqueceu. Não venha, está perigoso aqui.”

Estefânia já havia enfrentado a morte uma vez.

Não queria, em um momento tão crítico, envolver outras pessoas.

Principalmente Leonel, que genuinamente a havia ajudado.

Leonel mantinha o olhar firme.

Ele precisava salvar aquela pessoa.

Não importava o preço.

“Ouça-me, Sra. Ribeiro, nada é mais importante do que a vida.” Continuava a se aproximar, ficando cada vez mais perto de Estefânia. “Tirar uma vida pode ser fácil, mas você conseguiria viver em paz? Mesmo que consiga, a polícia vai perdoá-la? Você é tão jovem, por que destruir sua própria vida?”

Daniela tampou os ouvidos, recusando-se a escutar.

A presença daquele homem arruinara todos os seus planos.

Não, ela não permitiria que ninguém interrompesse o que havia planejado.

Com os olhos marejados e tomada de raiva, sem hesitar, acionou o isqueiro mais uma vez.

O rosto de Daniela mudou drasticamente; em desespero, agarrou o galão de gasolina e, sem hesitar, atirou o líquido sobre Leonel.

Ela pretendia fazer o fogo se espalhar ainda mais.

Leonel reagiu rapidamente, levantando o braço para impedir o ataque.

O restante da gasolina escorreu lentamente pelo braço e pulso de Daniela.

O fogo dentro da fábrica se alastrava rapidamente.

Percebendo que todo o seu plano cuidadosamente arquitetado estava prestes a fracassar.

Daniela gritou em desespero: “Leonel, você se mete onde não é chamado, quem faz isso merece morrer!”

“Daniela, ainda há tempo para parar. Se Péricles chegar, você não terá salvação.” Leonel tentava fazê-la recobrar o juízo.

Alguém que já havia perdido completamente o controle não aceitaria ser convencido.

Com os olhos vermelhos de ódio, ela respondeu: “Se alguém tiver que morrer, serão vocês primeiro.”

No momento de maior tensão.

O portão foi aberto.

Uma rajada de vento frio invadiu o local.

Péricles entrou.

Daniela soltou Leonel, recuando cambaleante dois passos, e, já tomada pelo fogo, gritou: “Péricles, me salve, me salve...”

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