Péricles esperou até quase de madrugada.
Estefânia não voltou para casa.
No início, imaginou que ela tivesse ido para a casa da mãe, então ligou para Marcelo, que estava de férias, e perguntou.
Do outro lado, Marcelo respondeu que ela não tinha ido lá.
Péricles enviou várias mensagens para Estefânia, perguntando onde ela estava.
Não obteve resposta.
Depois de algumas tentativas de ligação, o telefone dela foi desligado.
Será possível...
Ela estaria com Leonel?
Só de pensar nessa possibilidade, Péricles ficou ainda mais furioso.
Ele pegou o casaco, saiu de casa e dirigiu direto para a casa de Leonel.
“Venha aqui fora agora mesmo.” Ele segurou o celular e gritou com raiva.
Leonel estava se preparando para descansar, atendeu à ligação de Péricles sem entender nada, vestiu um roupão e desceu do andar de cima.
“Já está tarde, aconteceu alguma coisa?” Ele perguntou, resignado.
Ao ver Leonel vestido de forma tão casual, Péricles não conseguiu evitar pensar em uma relação entre homem e mulher.
“Você dormiu com a Estefânia?” Ele agarrou a gola da camisa de Leonel e questionou de forma agressiva.
Leonel franziu a testa e respondeu em voz baixa: “Você sai de casa no meio da noite só para me perguntar isso?”
“Ela está na sua cama agora? Fale para mim!” Péricles gritou, tomado pela raiva.
A voz de Péricles soou alta e agressiva, fazendo com que Leonel fechasse os olhos por um instante, incomodado. “Que resposta você quer ouvir?”
“Quero saber se vocês fizeram alguma coisa!” Péricles parecia fora de controle. Só de imaginar Estefânia com Leonel, ele perdia a razão. “Leonel, se você realmente fez algo com a Estefânia, eu sou capaz de tudo.”
“Você já não a ama mais. Agora importa tanto assim com quem ela está?”
Leonel realmente não conseguia entender aquela fúria de Péricles.
Se ele realmente se importasse tanto, não teria se apaixonado por outra mulher.
Era uma completa contradição.
“Ela pode amar qualquer um, menos você.”
“Só me diga: Estefânia está na sua casa?” A testa de Péricles sangrava enquanto ele ofegava. “Fale logo.”
Leonel limpou o sangue do canto da boca. “Não.”
“É verdade ou mentira?”
“Se não acredita, pode entrar e procurar.” Leonel levantou-se com dificuldade. “Quando foi que você ficou tão desconfiado? Brigar todo dia te faz sentir melhor? Acha que é um super-homem?”
Péricles olhou para Leonel.
As palavras dele pareciam sinceras.
No entanto, Estefânia não foi para a casa da mãe, tampouco voltou para a Morada das Vinhas.
Péricles já tinha procurado em casa e na empresa.
Ela não estava em nenhum lugar.
Como alguém poderia simplesmente desaparecer?
“Estefânia sumiu.”
Leonel ficou chocado: “O que você disse? Estefânia desapareceu? Uma pessoa, assim, do nada, como pode sumir?”

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