Ouvindo as últimas palavras de Aurora, o rosto de Isabel ficou pálido.
Era realmente Valentino quem tomava a iniciativa de se aproximar de Aurora.
— Fique tranquila, mesmo que todas as mulheres do mundo morressem, o meu filho não escolheria você!
Helena apontou para o nariz de Aurora e xingou.
Beatriz, que estava quietinha apoiada no ombro de Aurora, não aguentou mais. Ela virou a cabeça e olhou para Helena com raiva.
— Não xingue a minha mãe! Bruxa Má!
Helena, como a Sra. Monteiro, estava sendo xingada por uma criança pela primeira vez.
Ela olhou para Beatriz. O rostinho pálido estava tenso, e os grandes olhos escuros estavam marejados, sem nenhuma força de intimidação, parecendo ainda mais adorável.
A primeira reação dela não foi de raiva, mas sim de achar Beatriz um pouco... fofa.
Aurora percebeu que a situação estava ruim e saiu rapidamente.
Helena ficou olhando fixamente para as costas delas se afastando. — Tenho a sensação de que essa criança é familiar.
Isabel viu que a atenção de Helena estava toda em Aurora, e ficou com muito medo de que ela simpatizasse com Aurora.
Ela rapidamente a puxou para o lado e sorriu. — Dona Helena, a Srta. Valente fala o que pensa, sem considerar as consequências. Eu já estou acostumada.
Ela continuou: — Não deixe que ela estrague o seu humor. Eu reservei o restaurante que a senhora mais gosta de comer, vamos jantar.
Helena puxou a mão, com uma expressão urgente. — Não, eu tenho um compromisso, vou voltar agora.
Ela precisava voltar para casa e perguntar a Valentino quem era Aurora. Por que aquela mulher era idêntica a Flávia?
Se não descobrisse, ela não ficaria tranquila.
Meia hora depois.
Helena abriu a porta do carro e desceu, justo quando o carro de Valentino estava entrando.
Helena parou e esperou Valentino descer do carro.

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