Helena se pôs na frente de Aurora e agarrou seu ombro com a mão.
Depois de ver claramente o rosto dela, a expressão de Helena mudou de raiva para surpresa em um instante.
Ela ficou paralisada no lugar, encarando Aurora com descrença, murmurando para si mesma: — N-Não pode ser, ela morreu.
Ao reagir, a expressão de Helena ficou um pouco estranha. Medo, pavor e culpa apareceram um por um em seu rosto.
A expressão dela parecia estranha para quem olhava.
Isabel diminuiu os passos de propósito, só para esperar Helena terminar de atacar Aurora antes de se aproximar para apaziguar a situação.
Mas não esperava que Helena ficasse muda, sem dizer uma única palavra.
Ela sorriu e tomou a iniciativa de apresentá-las: — Srta. Valente, esta é a mãe do Valentino, e também minha futura sogra.
Aurora olhou para o orgulho nos olhos de Isabel, que estava quase transbordando, e achou graça.
Na imaginação de Isabel, assim que casasse com a família Monteiro, ela se tornaria a Sra. Monteiro, com uma vida sem preocupações e uma posição de prestígio.
Mas ela não sabia que a verdadeira família Monteiro não era assim.
Quando ela estava na família Monteiro, Helena e seus dois filhos não tinham o menor respeito por ela.
Claro, talvez eles não gostassem dela, e por isso a tratavam daquele jeito.
Mas Isabel era tão querida por Helena e Valentino. Se ela se casasse com a família Monteiro, eles ficariam mais do que felizes.
No entanto, isso não tinha nada a ver com ela.
Ela só queria ir embora rapidamente.
— Certo, olá, Dona Helena. Eu tenho um compromisso, vou indo.
Justo quando Aurora ia sair, Helena a impediu novamente.
— Flávia, se você não morreu, por que nunca voltou? Você fez com que nós fôssemos até a família Viana pedir desculpas e fôssemos humilhados por eles!
O olhar de Helena ficou severo, com a clara intenção de não deixar Aurora ir embora até que ela explicasse tudo.
O rosto de Aurora fechou.


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