Aurora tinha acabado de sair quando Arthur se aproximou ansiosamente procurando.
— Alice, por que você correu para cá?
— Papai, eu acho que vi a senhora. — Alice hesitou um pouco e disse incerta.
— Senhora? Qual senhora? — A expressão de Arthur ficou tensa, e ele olhou fixamente para Alice.
— A senhora que brincava comigo antes, a senhora de quem o papai também gosta muito.
— Mas ela disse que eu confundi a pessoa, ela parece não me conhecer. — Alice ficou um pouco triste.
— Talvez a Alice tenha confundido a pessoa, como a senhora poderia não te conhecer.
Arthur a consolou e brincou com ela por um tempo, até que o humor de Alice melhorasse.
Ele pediu ao guarda-costas para levar Alice para casa, e Arthur dirigiu em alta velocidade até o escritório de Valentino.
Valentino estava com o rosto cheio de irritação, prestes a mandar a pessoa sair.
Arthur caminhou até a mesa, apoiou as mãos nela, inclinou o corpo e olhou diretamente para Valentino.
— Flávia voltou?
Ao ouvir isso, o movimento de Valentino ao assinar parou, ele levantou os olhos e olhou para Arthur, encontrando seus olhos castanhos.
— Você também a viu.
— Também? — Arthur captou o ponto principal. — Quando você soube?
— Eu a vi ontem, mas ela disse que não é Flávia, que se chama Aurora. — Valentino jogou a caneta e apertou a ponta do nariz.
— Será que ela perdeu a memória? — Arthur só conseguiu pensar nessa possibilidade.
Caso contrário, por que ela não conheceria Valentino e não conheceria Alice?
— Veja isso. — Valentino tirou os documentos de Aurora da gaveta e os empurrou para Arthur.
Arthur pegou os documentos, olhou para eles, sua expressão relaxou e ele disse com um tom firme: — Aurora tem uma filha, com certeza não é Flávia.

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