Augusto empurrou Valentino com força. Valentino não esperava que ele agisse de repente, cambaleou e quase caiu.
— Saia! A Flávia foi morta por sua culpa, e agora você vem aqui falar bobagens! — Augusto aumentou a voz de propósito, querendo que Aurora ouvisse.
Augusto puxou o corpo de Valentino para fora, mas Valentino estabilizou o corpo, ficando firmemente no lugar, sem se mover um milímetro.
No andar de cima, Aurora ouviu o barulho e olhou para baixo. A visão a assustou tanto que ela quase soltou um grito.
Quando Valentino tinha chegado?
Ele tinha visto Beatriz?
Ela rapidamente pegou Beatriz no colo, virou-se e voltou para o quarto, encostando o corpo na porta, com o coração batendo forte.
— Mamãe, a gente não ia descer para comer? — Beatriz olhou para Aurora confusa.
— Ah. — Aurora a colocou no chão. — A mamãe vai te levar de volta para o quarto para ver se você se machucou.
Beatriz olhou para baixo, para os joelhos, e levantou a cabeça olhando seriamente para Aurora: — Eu não me machuquei, mamãe, não se preocupe.
— Hum.
— Aurora, ele já foi, pode sair. — A voz de Clarice soou do lado de fora da porta.
Aurora saiu do quarto com Beatriz: — Mãe, por que ele veio à casa da família Viana?
— Quando ele viu você?
— Ontem. — Aurora apertou os lábios.
Ela não esperava que Valentino agisse tão rápido, e muito menos que ele procuraria a família Viana.
— Uma coisa tão grande, e você nem nos avisa com antecedência, nos deixando sem nenhum preparo.
— Sorte que o seu Tio Augusto reagiu rápido e o expulsou, senão, se ele visse você e a Beatriz na casa, com certeza não deixaria por isso mesmo.
— Vovó, mamãe, sobre o que vocês estão falando? Por que a Beatriz não consegue entender?
Beatriz ergueu a cabecinha, franzindo as pequenas sobrancelhas.

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