Após pensar um pouco, ela ligou para Arthur: — Arthur, obrigada por me trazer ao hospital ontem e obrigada pela pomada. Me envie a conta com os custos e eu farei a transferência.
Arthur ficou momentaneamente surpreso com a forma como ela o chamou e franziu levemente a testa: — Aquele remédio é muito bom para ferimentos. Use-o algumas vezes e, se não for suficiente, me avise.
— Obrigada, Arthur, a pomada é muito boa.
Arthur sorriu: — Ontem Nono teve um problema e eu não pude ficar aí para cuidar de você. Quando eu estava voltando, encontrei o Valentino e pedi para ele tomar conta de você. Você está bem agora?
Flávia murmurou em concordância: — Estou bem. Lembre-se de me mandar a conta.
A ligação foi encerrada.
Afinal, tinha sido o Arthur quem pedira a Valentino para cuidar dela. Não era à toa.
Ela tinha achado que...
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Pietra, toda exausta, recebeu de repente uma ligação da Delegacia Central de Santa Mônica.
— Olá, Srta. Pietra. A Srta. Heloísa retirou a queixa e nós já recebemos o Termo de Perdão e Desistência.
Pietra ficou confusa e, antes que pudesse entender o que havia acontecido, a ligação terminou.
Ela ligou para Rafael.
— Rafael, a polícia acabou de dizer que Heloísa retirou a queixa e que eles já receberam o Termo de Perdão e Desistência. Foi você quem fez isso?
— Quê? — Os passos de Rafael pararam. — Não fui eu.
— Será que foi a Flávia? Mas eu não contei nada para ela. — Pietra murmurou para si mesma.
— Rafael, vou desligar.
Pietra ligou novamente para a delegacia para perguntar sobre o depoimento.
A polícia não escondeu e disse que Flávia era a testemunha.
Rafael pediu para alguém investigar e descobriu que Flávia estava internada. Depois de avisar Pietra, ele correu para o hospital.
— Flávia. — Ao ver o rosto de Flávia inchado, as lágrimas de Pietra escorreram imediatamente.

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