Sua cabeça estava pesada e ela fechou os olhos novamente.
Valentino saiu do quarto no instante em que ela abriu os olhos.
Na manhã seguinte.
Valentino entrou no quarto de Flávia carregando o café da manhã.
Flávia ouviu o barulho e olhou para a porta. Ao ver que era ele, seu rosto esfriou.
— O que você veio fazer aqui?
Ao ouvir a voz rouca dela, as sobrancelhas de Valentino se franziram quase imperceptivelmente.
— Vim cuidar de um cachorro abandonado.
— Saia. — Flávia apontou para a porta.
Valentino fingiu não ouvir e continuou a arrumar a comida. — Mesmo que você queira ficar com raiva, coma primeiro.
A expressão de Flávia estava carregada de sarcasmo.
Ontem ele defendeu tanto a Heloísa, e foi Arthur quem levou o Termo de Perdão e Desistência para Heloísa. Agora, ele vinha bancar o bom moço.
— Eu prefiro morrer de fome a comer a sua comida.
A voz da mulher era firme. Ela virou o rosto com teimosia, recusando-se a olhar para ele.
Os movimentos de Valentino pararam e seu rosto bonito escureceu. — Por que você não me pediu ajuda no caso da Pietra?
Flávia ficou surpresa por um instante, achando a pergunta dele sem sentido.
Heloísa era a noiva dele, e ela, a ex-esposa.
E agora ele vinha perguntar à ex-esposa por que ela não o procurou quando a amiga dela teve um conflito com a atual noiva dele?
Ele devia estar completamente fora de si ou então tinha perdido o juízo.
— Valentino, se eu te procurasse, você me ajudaria?
O homem ficou calado, recostando-se de forma desleixada no sofá.
— O que você acha?
— Se o Sr. Monteiro não tem mais nada a fazer, por favor, vá embora para evitar que sua noiva sinta ciúmes.

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