De repente.
Arthur foi o único que restou no corredor. Com medo de que o médico não encontrasse ninguém ao sair, ele não teve escolha senão esperar ali.
Assim que Valentino colocou Flávia na cama de hospital, o médico abriu a porta e entrou, até mais rápido do que Rafael.
Afinal, todo o hospital conhecia a identidade de Valentino, e ninguém ousava negligenciá-lo.
Ao ver o médico entrar, Valentino virou-se para sair e passou direto por Rafael, que estava entrando.
O tempo gasto para levar Flávia para o quarto não durou nem três minutos.
Pietra voltou, não viu Flávia no corredor e foi bufando na direção de Valentino.
— Cadê a Flávia? Aonde ela foi?
— Pro quarto.
— Você implicou com ela de novo?
— Ela desmaiou sozinha. — Valentino abriu levemente os lábios e informou o número do quarto de Flávia.
Ao ouvir isso, Pietra percebeu que o havia interpretado mal, mas não pediu desculpas. Ele tinha feito tanto mal a Flávia que não merecia suas desculpas.
Ela virou-se para ir ao quarto. Deu dois passos, depois voltou e entregou uma refeição a Arthur.
— Toma.
Pietra sabia do acordo entre Arthur e Flávia, e achava que ele ainda não tinha chegado ao ponto de não conseguir distinguir o certo do errado, então comprou uma para ele por conveniência.
Arthur congelou por alguns segundos, e esticou a mão para pegar. — Obrigado.
Ao virar a cabeça, Pietra cruzou o olhar com os olhos escuros de Valentino, e resmungou: — O que você está olhando? Não venha esperando que eu te ajude.
E após falar, virou-se e foi embora esbanjando estilo.
Valentino não demonstrou emoção. Tirou um cigarro do bolso e ofereceu a Arthur.
Dois homens de belas feições soltavam fumaça no corredor. A fumaça azulada envolvia seus rostos, impedindo de ver suas expressões.
No quarto, Flávia acordou rapidamente.


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