As mãos de Teresa tremiam de nervosismo, apertadas firmemente pelas de Robson.
Robson puxou Teresa para sentar-se ao seu lado no sofá.
O secretário pegou o laudo do teste de paternidade, folheou as páginas e disse: "Sr. General, este é o resultado do teste de paternidade entre Xisto Guerra e Beatriz. Relação de parentesco: 0%."
"Robson, você também foi enganado por ela?" perguntou Elisabete.
Ela não acreditava que seu filho pudesse ser tão ingênuo, mas, incomodada, acabou perguntando mesmo assim.
"Não." Robson respondeu.
Eunice sentiu o som do próprio coração se partindo. Ele sabia, desde o início, que a filha não era dele, mas, ainda assim, aceitou casar-se com ela, para proteger sua reputação, até mesmo escondeu a verdade dos pais.
Ele a amava tanto assim?
"Eu já disse, a filha não é sua. Nós também aceitamos essa nora, desde que vocês tenham logo um filho de vocês dois." O peito de Elisabete subia e descia de raiva. "Por que vocês nos enganaram?"
Vasco tentou acalmá-la, passando a mão em suas costas. "Robson, vocês realmente passaram dos limites desta vez."
A doce Beatriz, afinal, não era sua neta de sangue.
O coração de Vasco doía.
"Tia, nem mesmo ter um filho logo será possível." Eunice disse friamente. "A saúde da Srta. Souza não é das melhores."
"O que quer dizer com isso?" O rosto de Elisabete ficou pálido.
Será que ela não podia mais ter filhos?
Isso não parecia possível.
Ela já tinha tido um menino e uma menina.
Eunice não seria tolo de revelar que Mateus tinha o prontuário médico de Teresa. "Eu ouvi Milena comentar sobre isso antes."
"A ex-esposa do Diretor Gomes, ou seja, a Srta. Souza, sempre teve problemas cardíacos, não é?"
"Se o problema no coração for grave, uma gravidez pode ser fatal."
Cada palavra de Eunice feria o coração de Elisabete e Vasco.
"Filho, isso é verdade?" perguntou Elisabete.
Teresa também olhou para Robson.
Ela não tinha feito uma cirurgia para tratar o problema do coração?
Robson apertou de leve a mão de Teresa, um gesto de carinho que não passou despercebido por ninguém na sala.
Sentado do outro lado, Marcos já cerrava os punhos.
Robson olhou para Eunice, seu semblante impassível. "Se ainda tem algo a dizer, continue."
Marcos se levantou abruptamente e caminhou até Teresa.
"Foi a Sra. Silva quem trocou o medicamento do aborto."
"Beatriz é minha filha."
"Você não precisa se submeter a ninguém aqui."
"Beatriz e você, venham comigo."
Marcos estendeu a mão para pegar a de Teresa.
Teresa se esquivou e se aproximou ainda mais de Robson.
O braço longo de Robson se estendeu diante de Teresa, como se a protegesse, pousando a mão grande na lateral da coxa dela, impedindo qualquer aproximação. Ele olhou para Marcos.
"Diretor Gomes, Teresa é minha esposa."
"Aqui é a Família Guerra. Não toleramos sua insolência."
Assim que terminou de falar, policiais à paisana se posicionaram na porta do salão de festas.
Marcos permaneceu de pé, enquanto Robson continuava sentado.
Apesar de estar em pé, aparentemente em vantagem, Marcos sentiu-se intimidado pela serenidade e indiferença que emanavam de Robson, como se sua presença o esmagasse.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano
Por que escrevem que os capítulos são gratuitos e no entanto do 41 para frente estão todos bloqueados e tem que pagar? Por que mentir que são liberados?...