Ele beijou os lábios dela.
A mente de Teresa ficou em branco, seu rosto esquentou, e o peito pareceu inchar, preenchido por algo indescritível.
Um leve aroma de vinho pairava entre seus lábios e dentes.
Alguns segundos, dezenas de segundos, se passaram...
Ele a soltou, puxando-a para junto de si, em seus braços.
Teresa respirava ofegante, sua lucidez retornando devagar.
Com o rosto encostado no peito de Robson, ela escutava as batidas aceleradas do coração.
Não sabia se era o dele ou o dela.
Elisabete se aproximou com passos firmes em seus saltos altos, surpresa ao ver o filho se comportando daquela maneira em público.
Pelo visto, o filho realmente gostava muito dela.
Ela deveria estar feliz, mas, naquele momento...
"Voltem comigo, preciso conversar com vocês." A voz de Elisabete soou um pouco fria.
Teresa, envergonhada, baixou o olhar, sentindo Robson segurar sua mão.
Robson percebeu que a mãe não estava com boa expressão, sentiu um pressentimento ruim, mas não queria que Teresa percebesse.
"Mãe, vamos voltar primeiro."
"Só precisamos nos recompor um pouco."
Elisabete notou o batom no canto da boca de Robson e lançou-lhe um olhar reprovador. "Então, andem logo."
Observando Elisabete se afastar,
"Descubra o que aconteceu em casa."
Robson disse ao secretário.
O secretário prontamente saiu para cumprir a ordem.
Robson puxou Teresa para dentro do carro, em algum momento, ele já tinha uma toalhinha umedecida na mão. Levantou o rostinho dela, e o toque fresco e macio encostou-se em seus lábios.
"Eu posso fazer isso." Teresa pegou a toalhinha, virando-se de costas.
Robson recostou-se no banco, seu corpo alto ocupando quase todo o assento, escondido na penumbra, o olhar tranquilo repousando sobre as costas delicadas dela.
Ele esperava a reação dela.
Teresa tentava acalmar o coração ainda descompassado.
Por que o Sr. General a beijara?
Seria porque Elisabete aparecera de repente?
Porque ela não o chamara de Sr. General como de costume?
Robson olhou para ela, limpou o batom borrado dos lábios, e o rostinho dela ficou limpo e suave, além de ansiosa, não parecia triste, nem tinha chorado.
Ele ficou um pouco mais tranquilo.
"Vamos voltar." Robson ordenou ao secretário.
Vinte minutos depois, chegaram à Família Guerra.
Assim que desceu do carro, Teresa segurou Robson, pegou uma nova toalhinha umedecida e lhe ofereceu, mas ao perceber que ele não conseguiria limpar direito, acabou ela mesma limpando os vestígios de batom de seu rosto.
Robson, diante do olhar concentrado de Teresa, perdeu a compostura.
Ele passou o braço pela cintura delicada dela e entraram juntos no salão da festa.
Ao entrarem, encontraram Dr. Dias e Sra. Silva.
Teresa ficou um pouco surpresa e, instintivamente, se aproximou de Robson, ficando na ponta dos pés e sussurrando em seu ouvido. Como um gatinho roçando, aquilo o deixava inquieto.
"Dr. Dias e Sra. Silva sabem que eu estava grávida da Beatriz quando fui embora." Ela disse, tensa. "Naquela época, tomei um remédio sem efeito para interromper a gravidez — acho que eles trocaram o verdadeiro medicamento."
Ela temia que Marcos descobrisse que Beatriz era sua filha, temia que ele fizesse mal, temia que ele a tirasse dela, temia nunca conseguir se livrar dele.
"Não se preocupe."
Robson segurou a mão de Teresa.
Eunice, incomodada com a intimidade dos dois, largou um envelope de exame de DNA na mesa de centro. "Robson, foi você quem enganou o tio e a tia, ou ela também te enganou?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano
Por que escrevem que os capítulos são gratuitos e no entanto do 41 para frente estão todos bloqueados e tem que pagar? Por que mentir que são liberados?...