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A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano romance Capítulo 254

Marcos tentou reter Teresa: "Teresa, meu pulso quebrou, pode chamar o médico pra mim?"

A mão de Teresa, ao ser tocada por Marcos, afastou-se de forma instintiva.

O pulso de Marcos bateu com força na cabeceira da cama, fazendo-o gemer de dor.

Olhou para Teresa com um olhar de quem pedia piedade.

Elisabete imediatamente chamou o médico, apressando-se para dar conta da confusão que Robson havia deixado para trás.

Se Marcos resolvesse denunciar Robson, mesmo que a culpa não recaísse totalmente sobre ele, um dano à reputação já seria algo grave demais.

Robson segurou a mão de Teresa ainda mais forte, rebaixando a voz: "Não estou mentindo pra você."

Ele sabia exatamente no que ela estava pensando.

Teresa arregalou os olhos, sem tempo de dizer qualquer coisa.

Alan já começara a tumultuar: "Dona, respeito muito a senhora e o Sr. Guerra. Agora que as provas estão claras, Robson ainda trata Eunice com tanto descaso, isso machuca profundamente nossa Família Neves."

"Nossa Família Neves pode não ter o poder da Família Guerra, mas não merece ser tratada assim!" Alan segurou a mão de Eunice. "Irmã, vou te ajudar a buscar justiça."

Estava decidido a escancarar toda aquela situação!

De jeito nenhum!

Elisabete imediatamente barrou o caminho de Eunice: "Espere, Alan, Eunice, eu prometo que vou lhes dar uma explicação!"

Como poderia permitir que aquilo viesse à tona? Se acontecesse, a reputação de seu filho estaria arruinada, e o futuro dele seria ainda mais incerto.

No fundo, ela ainda se incomodava com a infertilidade de Eunice. Se Robson se casasse com Eunice, a linha da Família Guerra terminaria ali, e isso era inaceitável.

Mas, diante dos fatos, o que mais importava era reputação e carreira.

Infertilidade, quem sabe, ainda pudesse ser tratada.

Elisabete então agarrou a mão de Robson: "Srta. Souza já te rejeitou claramente, escolheu o Sr. Gomes. Não insista mais nela."

Robson franziu a testa para a mãe: "Teresa não disse nada."

Será que a mãe queria mesmo ver o filho ainda mais humilhado?

Teresa não quis dizer mais nada, tampouco refutou as palavras de Elisabete, apenas desejando que aquele caos terminasse logo.

Aos olhos de Marcos, o consentimento de Teresa fez florescer alegria em seu coração. Mesmo com o médico cuidando de seu pulso, ele tentou, com a outra mão, segurar a mão dela.

Dessa vez, Teresa desviou.

Ela olhou para Robson: "Me solta."

"Filho, solte logo!" Elisabete estava desesperada, não entendendo como o filho, tão racional, podia não enxergar a situação. "Não foi ao teste do vestido de noiva. O Sr. Gomes se machucou e ela, preocupada, foi junto ao hospital. Você ainda não entendeu?"

"O coração dela não é seu. Se casar, quem vai sofrer é você."

"Seja pelo amor, seja pela reputação ou pela carreira, não há benefício algum pra você."

Mas Robson não soltava, e Teresa permanecia ali, a tensão aumentando.

Eunice ficou ainda mais abalada.

Sem coragem de enfrentar Robson, voltou-se contra Teresa: "Srta. Souza, você vai mesmo querer ficar com os dois e destruir o futuro de Robson?"

"Você também é mãe, ouvi dizer que já perdeu um filho, não consegue sequer se compadecer de mim?"

As palavras de Eunice atingiram o ponto fraco de Teresa.

Ela se lembrou de sua Helena Gomes, lembrou-se de Beatriz, que quase perdera. O coração apertou, como se uma mão invisível o comprimisse.

Marcos, ao ouvir Eunice, olhou imediatamente para Teresa. Viu, então, que o rosto dela ficara sombrio, os olhos cheios de dor.

Uma era uma funcionária do Michelin, a outra, um dos jovens playboys conhecidos do círculo.

"Sra. Guerra, Sr. Guerra, foi ela que me mandou jogar água fervendo na Srta. Souza." A funcionária apontou para Eunice, não para Alan.

O jovem playboy declarou: "Dona, tio Yan, foi a Srta. Neves quem pediu para eu espalhar a notícia."

Eunice sentiu-se como se tivessem jogado água fervendo nela, mas estava fria por dentro, olhou para Robson, sem conseguir pronunciar o "não".

Elisabete virou-se, perplexa, incapaz de acreditar que Eunice, a quem estimara por tantos anos, fosse capaz de tamanha crueldade.

"Eunice, como pôde ser tão maldosa! A pele das costas de Marcos ficou destruída. Se tivesse caído no rosto da minha cunhada, ela teria ficado desfigurada!" Milena entrou carregando uma pilha de produtos hospitalares, lembrando-se de como Marcos sofrera ao tratar os ferimentos, e seu coração se apertou.

Diante da verdade, o olhar gélido de Marcos recaiu sobre Eunice.

Mulher perversa, ousara fazer mal à sua Teresa.

Ele não conseguia imaginar a dor nas costas acontecendo com Teresa, tão frágil, como ela teria suportado?

O desejo de destruir Eunice, de acabar com a Família Neves, só crescia em seu olhar escuro.

E o verdadeiro culpado de tudo era Robson.

Covarde!

Nem uma mulher conseguia segurar.

Ainda teve a audácia de segurar a mão da esposa dele.

Marcos, tomado pela raiva, começou a tossir forte.

Milena rapidamente pousou as coisas, trazendo água, batendo-lhe de leve nas costas para acalmá-lo.

Robson, vendo Teresa um pouco abalada, sem saber se era por pena das costas de Marcos ou pelo choque da traição de Eunice, tentou pegar sua mão. Desta vez, ela não se esquivou.

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