— O que foi? — Claudia a deixou olhar e perguntou de volta.
Sophia engoliu seco, virou a cabeça e subiu as escadas.
Não tinha problema. Se não conseguia irritá-la uma vez, tentaria duas.
Com calma, ela acabaria fazendo Claudia perder o controle.
E acabaria fazendo Francisco rejeitá-la completamente!
Claudia olhou para a lixeira. Ela realmente não estava com raiva.
Porque nessas duas horas fora, ela não se cansou viajando, mas sim tirou um cochilo no carro.
Tinha comprado o leite de soja e a massa frita em um mercado noturno qualquer. Sabia que Sophia não comeria, nem sequer olharia para aquilo.
Só queria incomodá-la.
Além disso, ela estava cansada demais. Se ficasse acordada mais tempo, sentia que ia morrer. A vida vinha sempre em primeiro lugar.
Como esperado, todas as reações de Sophia foram exatamente como ela previu.
Claudia tirou o casaco e subiu. Entrou no quarto principal e, exausta, pegou no sono rapidamente.
Ela achou que dormiria demais.
Infelizmente, seu relógio biológico a fez acordar no horário certo.
Bem na hora, Zilda veio chamá-la, dizendo que Francisco já estava acordado há um bom tempo, só esperando o café da manhã que ela preparava.
Claudia resmungou um "uhum" e foi se lavar.
Ela pensou um pouco. Parecia ter sido um pouco rebelde naqueles dias; deveria concordar mais com Francisco.
Emoções intensas também poderiam afetar a recuperação dele, o que a forçaria a continuar na família Couto, atrasando o processo de divórcio.
Agora, ela só queria sair de lá sem problemas.
No andar de baixo.
Francisco estava sentado em frente à porta de vidro. A falta de sono o fazia parecer ainda mais inacessível.
Ele atendia uma ligação de Bernardo, com a voz fria. — Que horas.
— Umas três e pouco da manhã. Como a cunhada sairia a essa hora? Então eu com certeza vi errado! — Bernardo tentou amenizar a situação.
Aquela era a segunda vez que Bernardo via a cunhada se encontrando com aquele homem.
Da última vez, há alguns dias, ele também havia comentado com Francisco.
Naquela época, ele ainda não conhecia Claudia. O casamento de Francisco era em segredo, e nenhum deles havia visto a noiva. Por isso, ele tirou uma foto de propósito e conseguiu a confirmação de Thiago de que era mesmo a cunhada.
Então, ao vê-la naquela madrugada, ele a reconheceu de cara.
Três e pouco da manhã...
As sobrancelhas de Francisco começaram a se franzir.
Mas o tom continuou normal. Ele soltou um murmúrio, sem demonstrar nenhuma emoção. — Você viu errado.
Desligou o telefone.
— Francisco~ — Sophia desceu bocejando, com a voz mansa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Ilusão Do Casamento Cego