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A Guerreira Virou Imperatriz: Vinganças e Intrigas romance Capítulo 337

No instante em que foi colocada na cama, Íris recobrou a consciência.

Ela mordeu novamente o canto dos lábios do homem, até sentir o gosto do sangue.

O gosto metálico do sangue a despertou por completo, lhe dando uma força inesperada.

Com um empurrão firme, ela se libertou daquele breve instante de torpor e voltou à realidade.

O homem afastou os lábios dos dela e, como se toda a energia o tivesse abandonado, deixou a cabeça cair no seu pescoço.

Mas a respiração dele ainda estava ali, roçando o pescoço dela e fazendo cócegas de leve.

O nariz alto e firme roçava a pele sensível do pescoço dela, espalhando um calor que queimava.

Íris tentou o empurrar outra vez, tentando se levantar.

Então ouviu a voz rouca dele, bem ao lado do ouvido:

— Vai ficar?

Aquele era o Palácio Supremo, um lugar onde nem mesmo Felícia, no auge de seu favor, tinha permissão para entrar.

O que ele dizia, na verdade, tinha outro sentido: quer dormir comigo?

Íris respondeu sem hesitar:

— Preciso voltar.

Ela evitou uma recusa direta, para não o provocar.

Sabia bem que o orgulho de um homem como ele era uma armadilha perigosa e, para defendê-lo, eles podiam fazer qualquer coisa.

Mateus soltou uma risada baixa, com um toque frio.

Logo apoiou uma das mãos na cama e, com o joelho, se manteve acima dela, ainda a envolvendo na sombra do próprio corpo.

Íris o encarou com calma.

Aquela serenidade o irritou profundamente.

No canto da boca dele ainda havia vestígios de sangue, por causa do corte que ela tinha acabado de causar. Aquilo o deixava com um ar quase selvagem.

De repente, ele pegou a mão dela, abriu a palma e cravou os dentes no espaço entre o polegar e o indicador.

Ela não demonstrou dor. O rosto permaneceu impassível, sem um tremor sequer.

Os olhos de Mateus, frios como os de um falcão, ficaram cravados nela enquanto seus lábios se moviam entre mordidas e beijos naquele mesmo ponto.

A língua passou devagar sobre a pele, e um arrepio percorreu os dedos de Íris.

Sinceramente, Íris achou que ele devia ter algum problema.

Ele mesmo já tinha dito que não gostava dela, que só queria a testar, para garantir que ela se mantivesse em seu lugar, sem ambições.

Mas o que diabos ele estava fazendo naquele momento?

Íris conteve a irritação.

Pouco depois, Mateus a soltou.

O olhar dele voltou a ser frio, distante.

— Esse presente de aniversário, eu aceito. — Disse ele apenas.

Então se levantou e saiu da tenda sem olhar para trás.

Por precaução, Mateus tinha chamado a Imperatriz ao Palácio Supremo e tinha enviado Jorge para investigar o Palácio da Harmonia.

Os nanjarianos, afinal, eram conhecidos por usar venenos e criar insetos mortais. Quando queriam atacar alguém, quase não havia chance de defensa.

No começo, ele tinha apenas suspeitas, mas via que sua intuição estava certa.

Jorge explicou:

— Li sobre essa criatura em alguns livros. É chamada de milaranha. Ela se instala no corpo humano e se multiplica, devorando o hospedeiro até a morte. É extremamente venenosa. E como é muito pequena, quem não entende de venenos dificilmente percebe o perigo a tempo.

O olhar de Mateus ficou gélido.

Se não fosse por sua cautela, a Imperatriz certamente teria sido vítima daquela milaranha horrenda.

A voz dele saiu firme e cortante:

— Elimine aquela mulher de Nanjara.

— Sim, Majestade! — Respondeu Jorge, com firmeza.

...

À meia-noite, do lado de fora da hospedaria dos emissários, um grupo de homens vestidos de preto se reuniu.

À frente deles, estava Jorge.

— Todos os emissários já foram neutralizados com a fumaça adormecedora. — Informou um dos subordinados.

Com um simples gesto de mão, Jorge deu o sinal.

Em silêncio, dezenas de sombras avançaram para dentro do prédio, indo diretamente para o quarto onde Fabiana estava hospedada.

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